Política

Carlos César: Pedro Nuno "fará falta ao Governo", mas pode ser útil noutras áreas

30 dezembro 2022 14:55

Eunice Lourenço

Eunice Lourenço

Editora de Política

Carlos César, presidente do PS, João Torres, secretário-geral adjunto e Eurico Dias, líder parlamentar

manuel de almeida/lusa

Presidente do PS salienta diferenças de Costa com Santana Lopes e pede posse de novos membros do Governo “logo” que Marcelo regresse do Brasil

30 dezembro 2022 14:55

Eunice Lourenço

Eunice Lourenço

Editora de Política

“Vamos adiante… Logo que o Presidente regresse do Brasil, para a posse dos membros que estão agora em falta no governo. Juntos, conseguimos!” - Carlos César, presidente do PS, termina, assim, uma publicação nas redes sociais, em que comenta a demissão de Pedro Nuno Santos e a crise aberta no Governo com o caso da indemnização de 500 mil euros receba por Alexandra Reis, que está demissionária de secretária de Estado do Tesouro.
O dirigente socialista, próximo e conselheiro de António Costa, ainda não se procunciou de viva voz sobre esta crise governamental e tem escolhido, como é, aliás, costume seu, intervir através das redes sociais. Já o tinha feito, na quarta-feira. a tentar dar a crise por encerra, volta a fazê-lo esta sexta-feira para elogiar o demissionário ministro das Infraestruturas e responder à oposição.
“Pedro Nuno Santos quis sair do governo pelas razões que, com grande sobriedade e sentido de responsabilidade, explicou. Gosto muito dele e conheço-o muito bem. Fará falta no governo, mas ajudar-nos-á a sentir menos o que nos falta noutras áreas da intervenção política e partidária”, escreve Carlos César.
César, que está de férias na Irlanda, quer também dar resposta à oposição e aos comentadores. “ Vou seguindo as historietas de alguns comentadores e políticos, desde o inefável Batalha ao estridente Ventura, que gostariam de uma dissolução da Assembleia para ter mais caos ao seu jeito. São uma prova do papel dessa gente que só ouvimos porque a democracia é assim mesmo”, escreve, para a seguir marcar as diferenças entre o que se passa com o atual Governo e o que se passou com o executivo liderado por Pedro Santana Lopes.
“No que toca ao ocorrido com Santana Lopes é bom lembrar que era um primeiro-ministro por procuração de Durão Barroso. António Costa é um líder do governo por eleição; acresce, como Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de salientar na posse do governo, que António Costa se trata de alguém com excecional legitimidade e votação”