Política

Carlos César aconselha “mais atenção e mais proactividade” ao Governo

28 dezembro 2022 16:09

Eunice Lourenço

Eunice Lourenço

Editora de Política

António Costa e Carlos César, em janeiro de 2020

estela silva/lusa

Presidente do PS reconhece “dificuldades e inércias” que o Executivo tem de resolver, mas garante que valeu a pena a escolha que os portugueses fizeram em janeiro

28 dezembro 2022 16:09

Eunice Lourenço

Eunice Lourenço

Editora de Política

Carlos César, presidente do PS, reconhece “inércias no terreno" e recomenda “mais atenção e proactividade ao Governo”. Numa publicação na rede social Facebook, onde geralmente dá a conheer as suas posições sobre os assuntos mais prementes da atualidade, César aproveita os votos de “Bom Ano” para fazer referência ao último caso do Governo: a demissão de Alexandra Reis a pedido de Fernando Medina, dando o assunto por terminado.

Terminada a história indesejada, e indesejável, da curta permanência de Alexandra Reis no governo, comecei também a pensar no balanço da ação do governo neste final de ano”, escreve o presidente do PS, para quem “a superficialidade de alguns, política e partidariamente interesseira, centrar-se- á nas contas aos incidentes” e não no que será importante.

E começa a desfiar o que para si importa: “Os portugueses, decerto, farão contas do que mais interessa para a sua vida e para a vida do país. E lembrar-se-ão do que o governo já fez para conter e baixar preços da energia a partir de 1 de janeiro; dos excelentes resultados, validados pelas instituições internacionais, da nossa economia, desde o crescimento do investimento empresarial ao das exportações, ao mesmo tempo que se reduziu o défice e a dívida. Lembrar-se-ão do aumento do emprego e da sua remuneração média, da redução do desemprego e da precariedade laboral; das diversas e sucessivas medidas de apoio do governo aos rendimentos das pessoas e das famílias, para atenuar os efeitos, que quase todos sentem, provocados pela inflação que nos atinge, tal como aos outros países, em consequência da pandemia e da guerra. E até se reduziram alguns impostos , impediram-se aumentos nos transportes e limitaram-se as rendas e ampliaram-se prestações sociais.”

Terminado o imenso parágrafo de boas obras do Executivo, o presidente socialista reconhece que há fragilidades. “Claro que há muitas pessoas com dificuldades, muitas inércias no terreno dos serviços locais da segurança social, algumas indiferenças e muitas demoras em outros setores que não se justificam e que o Governo não pode ignorar e tem de rectificar”, recomenda.

“Feitas as contas”, conclui César, “está a valer a pena a escolha que os portugueses fizeram nas últimas eleições”. Mas, reforça nas recomendações: "Mais atenção e mais proactividade do Governo só lhe farão bem e a todos nós!"