Política

Costa contraria Marcelo e recusa antecipar previsões macroeconómicas: "Em outubro teremos muito tempo para falar"

21 setembro 2022 19:41

Eunice Lourenço

Eunice Lourenço

Editora de Política

rodrigo antunes/lusa

Presidente voltou a insistir na divulgação antecipada das previsões macroeconómicas, mas o Governo diz que Marcelo conhece os calendários que serão cumpridos

21 setembro 2022 19:41

Eunice Lourenço

Eunice Lourenço

Editora de Política

O Governo não vai antecipar as previsões macroeconómicas para 2023. O Presidente pediu e insistiu, mas, primeiro o ministro das Finanças e, depois, o primeiro-ministro recusam alterar o calendário. “Teremos o cenário macroeconómico que acompanhará o Orçamento do Estado que dará entrada na Assembleia da República no dia 10 de outubro”, disse o primeiro-ministro, em Nova Iorque, quando foi questionado sobre as previsões para o próximo ano.

“Nessa altura será apresentado qual o quadro de previsão daquilo que será a situação económica do pais no próximo ano”, acrescentou. E mais à frente seria ainda mais claro quando os jornalistas insistiram em perguntar sobre os apelos do Presidente: “Falo todas as semanas com o sr. Presidente da República e o sr. Presidente da República conhece os calendários. Sabe que o Orçamento do Estado será apresentado no dia 10 e que o Orçamento do Estado terá o quadro macroecómico.”

António Costa, que está em Nova Iorque para a Assembleia Geral das Nações Unidas, onde discursa esta quarta-feira, chegou mesmo a mostrar alguma impaciência com as perguntas dos jornalistas por quererem falar sempre do dia seguinte ou do assunto seguinte. “”Em outubro teremos muito tempo para falar", disse perante as insistências sobre o que esperar de 2023 em termos económicos.

“Todos devíamos ter preocupações sobre o próximo ano e sobre o dia de amanhã e sobre todos os anos”, afirmou, mas para logo a seguir tentar dar uma perspetiva mais positiva: “Este ano, segundo as previsões da Comissão, Portugal é o país que mais cresce em toda a União Europeia.” Quanto ao futuro, continuou, “estamos a analisar as perspetivas para o próximo ano, Tendo em conta o que são os efeitos da guerra e os efeitos que a guerra está a ter em várias economias europeias, como a alemã”.

E, mais uma vez, uma nota de algum otimismo: “Estamos também a ter em conta o que acontece noutros mercados para onde as empresas portuguesas têm reorientado o seu esforço de exportação.”