Política

"É mentira". Luís Correia nega ter exigido cargo político remunerado ao PS

Luís Correia, presidente da Câmara de Castelo Branco

nuno botelho

Concelhia de Castelo Branco do PS acusa Luís Correia de ter exigido "um cargo político remunerado" para não se candidatar como independente à autarquia. "É mentira", diz agora ao Expresso

5 maio 2021 12:31

Foi presidente de câmara durante dois mandatos sempre com as cores do PS, em Junho viu o mandato ser-lhe retirado por prevaricação de titular de órgão público e depois, já em fevereiro deste ano, a sentença ser revertida pelo tribunal judicial local. Luís Correia apresentou assim a recandidatura a Castelo Branco, desta vez fora das listas do PS e com estatuto de independente. Ontem, a concelhia local dos socialistas partiu para o ataque: Luís Correia desistiria da candidatura independente caso fosse nomeado para a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional Centro (CCDRC), "um cargo político remunerado". "É mentira", diz o agora candidato independente.

"Perante as acusações falsas de que sou alvo por parte do Partido Socialista, cabe-me esclarecer que é mentira que alguma vez tenha imposto ao PS a nomeação para um cargo político. Se essa fosse a minha ambição, não me teria desvinculado do partido, até porque, aquando da apresentação do candidato do PS, o partido disse sobre mim: “é um importante quadro do Partido Socialista e conta com ele para futuros desafios”, diz ao Expresso Luís Correia.

Exigindo "respeito" ao PS, o ex-autarca lembra que no lançamento da candidatura já afirmara esperar "vários ataques", mas que logo na altura avisara que não se candidatava "contra ninguém". "Não sei fazer política deste nível. É uma candidatura de Albicastrenses, pelos Albicastrenses e com os Albicastrenses. É uma candidatura com ideias e projetos para Castelo Branco. É uma candidatura para dar continuidade a um trabalho que comecei e que está à vista de todos. O que me move é a afirmação do nosso concelho. É nisso que estou focado, não em manobras de distração", conclui.