Economia

Amazon prepara-se para despedir 18 mil trabalhadores

5 janeiro 2023 8:50

Andy Jassy, diretor executivo da Amazon

mike blake/ reuters

O número de despedimentos está acima dos 10 mil estimados em novembro. O presidente executivo, Andy Jassy, diz que se deve à incerteza da economia e a recentes contratações excessivas

5 janeiro 2023 8:50

A Amazon anunciou que irá despedir cerca de 18 mil funcionários, aumentando o número de dispensas anteriormente estimado, de acordo com uma nota publicada na página corporativa da empresa e assinada pelo seu presidente executivo, Andy Jassy. O objetivo é diminuir custos perante o atual contexto de incerteza económica.

As áreas afetadas serão o negócio de venda a retalho (Amazon Stores) e a área de pessoas, experiência e tecnologia (PXT), que abrange a área de recursos humanos. Os empregos de armazém ou de operador de loja não serão afetados. A Amazon vai começar a comunicar os despedimentos a partir de 18 de janeiro.

Em novembro, altura em que a empresa estava a preparar os despedimentos, estimava-se que as dispensas iriam afetar cerca de 10 mil trabalhadores, com a maioria dos despedidos a provirem das áreas de aparelhos eletrónicos (responsável, por exemplo, pela assistente pessoal Alexa) e de livros.

“A avaliação deste ano foi mais difícil dada a incerteza em torno da economia e pelo facto de termos contratado de forma rápida nos últimos anos”, escreveu Jassy. “Entre as dispensas que fizemos em novembro e as que estamos hoje a partilhar, o nosso plano é de eliminar pouco mais de 18.000 posições”, disse.

Lamenta a decisão e diz que os profissionais despedidos terão indemnizações, um período adicional com seguro de saúde e apoio na colocação em outro posto de trabalho.

O ano de 2022 foi difícil para as tecnológicas, pressionadas a cortar custos com o abrandar do crescimento rápido que as caracterizava nas últimas duas décadas. A mais recente tecnológica a pôr travão a fundo foi a Salesforce, que anunciou na quarta-feira que iria despedir 10% do seu quadro de pessoal.

Em novembro, a Meta, dona do Facebook e do Instagram, anunciou a dispensa de 11 mil trabalhadores. E a Netflix, uma das mais afetadas desde o início do ano pela mudança do ambiente económico, também dispensou funcionários em 2022.