• “Não percebo muito bem a minha poesia, porque é que ela existe”

    Cultura

    “Não percebo muito bem a minha poesia, porque é que ela existe”

    05.06.2019 às 9h01

    Raquel Marinho

    Jaime Rocha nasceu em 1949. Viveu na Nazaré até se mudar para Lisboa para estudar na Faculdade de Letras. Na juventude, recolhia registos de áudio da vida do mar e dos que o trabalham, circunstância que acabaria por influenciar a sua vontade de escrever teatro e também poesia. Poeta, dramaturgo, escritor, foi também jornalista, razão pela qual decidiu adoptar o pseudónimo pelo qual o conhecemos. Chama-se Rui Ferreira de Sousa mas desde cedo quis separar a escrita jornalística da outra, também no nome com que assina. Conversámos com ele num café de um centro comercial. Em cima da mesa, e ao longo de toda a conversa, esteve também um bloco de notas que foi usando para explicar uma trilogia de criação que o define enquanto autor

  • “Uma coisa é escrever poesia, outra coisa é fazer livros”

    Cultura

    “Uma coisa é escrever poesia, outra coisa é fazer livros”

    29.05.2019 às 9h00

    Raquel Marinho

    Autora premiada e traduzida em várias línguas, poeta, professora universitária, tradutora, nasceu em Lisboa em 1956, mas vive em Leça da Palmeira desde os 9 anos. Foi lá que nos recebeu. Numa sala onde não faltam livros e poemas inéditos, e onde fomos visitados amiúde pelas duas gatas da poeta e também pela cadela Mily, em homenagem à poeta Emily Dickinson sobre quem Ana Luísa Amaral fez doutoramento. Deixou de fumar e esteve mais de meio ano sem escrever. Acaba de ver o seu livro de poesia "What´s in a name" sair nos Estados Unidos da América pela editora New Directions

  • “O que mais me impele a escrever são situações ligadas com pessoas, os pequenos nadas. Os pequenos nadas são fluorescentes”

    Cultura

    “O que mais me impele a escrever são situações ligadas com pessoas, os pequenos nadas. Os pequenos nadas são fluorescentes”

    22.05.2019 às 9h00

    Raquel Marinho

    Catarina Santiago Costa nasceu em Lisboa, em 1975. Frequentou o curso de Comunicação Social na Universidade da Beira Interior e licenciou-se em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa. Os seus três livros, Estufa, Tártaro e Filha febril, foram publicados pela editora Douda Correria. Participou em edições da Enfermaria 6, Diversos Afins (Brasil), Flanzine, Tlön, na antologia de poesia feminina luso-brasileira Anamorfoses, bem como no número da Luvina – Revista Literária da Universidade de Guadalajara dedicada a Portugal. Passou muitos anos sem escrever, “demasiado absorvida por outras coisas” da sua vida

  • “Não uso redes sociais, porque não quero ser invadida por informação, pessoas, textos e imagens que não fui eu que procurei”

    Cultura

    “Não uso redes sociais, porque não quero ser invadida por informação, pessoas, textos e imagens que não fui eu que procurei”

    15.05.2019 às 9h00

    Raquel Marinho

    Hélia Correia nasceu em 1949. Licenciou-se em Filologia Românica e foi professora de português do ensino secundário, atividade essa que designa como trabalho, ao contrário da escrita. Autora de conto, novela, romance e poesia, teve também desde cedo o gosto pelo teatro, pela Grécia clássica, e pela dança. Vencedora de vários prémios literários, entre eles o Prémio Camões em 2015, aceitou gravar as leituras de poemas na Fundação Calouste Gulbenkian, “o único lugar” onde marca encontros na capital, e explica porquê: “preciso de natureza, chão, árvores, bichos, chuva”

  • “O Plano Nacional de Leitura é um disparate. Que paternalismo é esse? E com que critérios?”

    Cultura

    “O Plano Nacional de Leitura é um disparate. Que paternalismo é esse? E com que critérios?”

    08.05.2019 às 9h00

    Raquel Marinho

    Vítor Nogueira nasceu em Vila Real, em 1966. É nesta cidade transmontana que vive e trabalha, apesar das idas regulares a Lisboa, uma cidade de que gosta e que precisa de visitar. Foi diretor do teatro municipal durante 10 anos e atualmente dirige a biblioteca pública. Autor de ficção, ensaio e poesia, recebeu-nos em sua casa, na sala onde costuma trabalhar, e onde guarda os livros e os objetos que gosta de colecionar

  • “Não acredito naquelas pessoas que acham que a literatura é complicada, mas a vida muito simples”

    Cultura

    “Não acredito naquelas pessoas que acham que a literatura é complicada, mas a vida muito simples”

    01.05.2019 às 9h00

    Raquel Marinho

    Pedro Mexia nasceu em Dezembro de 1972. Estudou Direito e foi nos tempos da faculdade que descobriu o poema que o fez querer escrever poesia. Crítico literário, cronista, consultor para a cultura do Presidente da República, colaborador do programa Governo Sombra da TSF e da TVI, se pudesse escolher fazer só uma coisa seria escrever poesia. É conhecida a sua ligação aos livros, mas também ao cinema, e foi na sala do cinema Nimas, em Lisboa, que gravámos os seguintes poemas

  • “Um bom poema é aquele que me lambe por dentro como a gata lambe os filhos por fora”

    Cultura

    “Um bom poema é aquele que me lambe por dentro como a gata lambe os filhos por fora”

    24.04.2019 às 9h00

    Raquel Marinho

    A. M. Pires Cabral tem 77 anos. Recebeu-nos na sua casa de Vila Real, cidade que adotou, e para a qual gosta de regressar. Autor de uma vasta obra que inclui poesia, romance e conto, estudou na Universidade de Coimbra e foi professor do ensino secundário. Além dos prémios literários, da sua obra destacam-se também a organização das Jornadas Camilianas e o Dicionário de Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro, um projeto de que muito se orgulha

  • “Desde que a poesia apareceu na minha vida, nunca mais me senti sozinha”

    Cultura

    “Desde que a poesia apareceu na minha vida, nunca mais me senti sozinha”

    17.04.2019 às 8h35

    Raquel Marinho

    Matilde Campilho nasceu em Lisboa, em 1982. Viveu no Rio de Janeiro por três anos. O seu primeiro livro, Jóquei, foi publicado em Portugal em 2014. Está publicado também no Brasil e em Espanha. Vive e trabalha em Lisboa, onde tem um programa de rádio com Tomás Cunha Ferreira, aos domingos, na Antena 3. Recebeu-nos em sua casa. Escolheu o canto dos livros e dos discos para gravar os vídeos dos poemas. Não quer adiantar datas mas arrisca dizer que o novo livro sairá ainda em 2019

  • “O poeta muitas vezes tem razão antes do tempo”

    Cultura

    “O poeta muitas vezes tem razão antes do tempo”

    10.04.2019 às 9h00

    Raquel Marinho

    Inês Lourenço tem 76 anos e acaba de publicar um livro de pequenas ficções chamado “Últimas Regras” pela editora Companhia das Ilhas. Autora de mais de uma dezena de livros, sobretudo de poesia, foi também responsável pela revista Hífen, uma publicação na qual colaboraram nomes bastante conhecidos e reconhecidos da poesia portuguesa do século XX. Recebeu-nos em sua casa, no Porto, na sala onde costuma trabalhar, rodeada de livros de poesia e de ensaio. Disse-nos de cor dois pequenos poemas, um dos quais dedicado a Eugénio de Andrade e ainda nos pediu para gravar uma micro-ficção do seu mais recente livro

  • “Que poema enviaria ao primeiro-ministro? Um que lembrasse que há só uma vida, uma só humanidade e cada um faz apenas a sua parte”

    Cultura

    “Que poema enviaria ao primeiro-ministro? Um que lembrasse que há só uma vida, uma só humanidade e cada um faz apenas a sua parte”

    03.04.2019 às 9h22

    Raquel Marinho

    André Tecedeiro é artista plástico e poeta, nascido em Santarém em 1979. Estudou Pintura e Artes Plásticas, e atualmente frequenta o mestrado integrado em Psicologia. Publicou três livros de poesia, e vai publicar o quarto este mês. No seu livro “O Número de Strahler”, edição Do Lado Esquerdo, faz uma reflexão sobre o processo de mudança de género a que se submeteu recentemente. Recebeu-nos em sua casa, mostrou-nos o seu trabalho artístico, leu-nos um poema, e conversou sem reservas ou tabus