Sociedade

Covid-19. Autotestes à venda a partir desta quinta-feira

31 março 2021 18:50

denis balibouse

Farmacêutica Roche arrancou esta quarta-feira com a distribuição dos testes rápidos que poderão ser feitos em casa sem intervenção de um profissional de saúde. Os primeiros estarão à venda já nesta quinta-feira, alguns a preços inferiores a 10 euros

31 março 2021 18:50

Conseguido com recolha de amostra no nariz, a cerca de dois centímetros do início da narina - e não na zona da nasofaringe, como acontece nos testes de diagnóstico atuais -, o autoteste para detetar a covid-19 está disponível a partir desta quinta-feira em algumas farmácias e parafarmácias em Portugal Continental.

A farmacêutica Roche, multinacional responsável pela distribuição destes dispositivos sul-coreanos, começou esta quarta-feira a distribuir alguns exemplares, confirmou ao Expresso o Infarmed e a própria Roche, estando agora apenas dependente de "questões logísitcas de distribuição" para chegar às farmácias e parafarmácias.

Esta quinta-feira já alguns testes estarão disponíveis nas parafarmácias Well's, comunicou a cadeia da Sonae. Estes testes podem ser adquiridos em lojas físicas em Portugal Continental (nas ilhas também, numa questão de dias), pelo valor unitário de 6,99€. Faltará uma semana para que fiquem também disponíveis em lote de 25 unidades, por 125 euros. Mas o preço deverá mudar consoante o local de venda, segundo explicou a Associação Nacional das Farmácias (ANF) ao Expresso, porque as farmácias têm as próprias políticas comerciais.

Também a farmacêutica esclarece que "o preço será definido pelo ponto de venda onde o teste será comercializado", no entanto, "o custo não deve ser uma barreira ao acesso ao diagnóstico e acreditamos que o preço será estabelecido de forma responsável para que haja acesso aos testes para aqueles que deles necessitam".

O que este teste traz de novo

É um teste rápido de antigénio para detetar a SARS-CoV-2, mas acarreta a novidade de poder ser feito através de autodiagnóstico, ou seja, pelo próprio cidadão, sem a intervenção de um profissional de saúde.

Como acontece com um teste de gravidez, inclui-se na categoria dos dispositovos médicos de venda livre, sem receita médica. Poderá ser adquirido por pessoas maiores de idade, está isento de IVA e não será - pelo menos para já - comparticipado pelo Estado.

É composto por uma zaragatoa (mais curta do que a dos testes de diagnóstico atuais), uma tira de teste, um tubo com tampão e uma tampa doseadora, para além de instruções em português. Depois de realizado, o teste demora entre 15 a 30 minutos a apresentar o resultado.

Se for positivo e se a amostra tiver sido bem recolhida, a probabilidade do resultado é fiável. Nos ensaios clínicos, o teste detetou 83 em cada 100 pacientes com covid-19. E, testando positivo, o cidadão deve ligar para a linha da Saúde 24 (808 24 24 24) ou preencher o formulário que irá ser partilhado na página da DGS a comunicar o seu resultado. Mesmo que o resultado seja negativo, deve também ser notificado às autoridades de saúde. Neste caso, a opção deve ser sempre a do preenchimento do formulário.

Segundo a portaria do Ministério da Saúde, trata-se de um “regime excecional e temporário”, com duração de seis meses, para responder à necessidade de testagem em massa da população.

A autoridade do medicamento está neste momento a avaliar mais pedidos de registo para autotestes de outras marcas, não revelando, no entanto, quantos e quando poderão estar também disponíveis no mercado.

[Notícia em atualização]