Política

Um ano depois da maioria absoluta, governo tenta governar

27 janeiro 2023 22:46

Rita Dinis

Rita Dinis

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Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

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Fotojornalista

Jaime Figueiredo

Jaime Figueiredo

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Jornalista/Coordenador-Geral de Infografia

Socialistas acreditam que maioria ainda tem salvação, mas é preciso que o Governo apresente trabalho. Ministros foram para a rua mostrar que não estão “reféns” das polémicas

27 janeiro 2023 22:46

Rita Dinis

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Nuno Botelho

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Jaime Figueiredo

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Jornalista/Coordenador-Geral de Infografia

Doutor Medina, por aqui?” António Costa brinca quando se cruza com o ministro das Finanças no lobby do hotel, em Castelo Branco, onde praticamente todos os ministros estiveram hospedados quarta e quinta-feira no âmbito da iniciativa ‘Governo mais próximo’. O ambiente é descontraído e o objetivo é sair da ‘bolha’ de Lisboa e tomar o pulso ao país real, mostrando que o Governo não está a reboque dos casos que têm enchido páginas de jornais. E mostrar que, afinal, tem agenda própria. Um ano depois de ter conquistado a maioria absoluta mais inesperada da política portuguesa, António Costa tenta cumprir o que prometeu quando subiu ao púlpito do Altis, a 30 de janeiro, e constatou que os portugueses tinham dado um “cartão vermelho a qualquer crise política”. O que queriam era “estabilidade, certeza e segurança”. Foi isso que a maioria PS deu? Ainda não.

“Faz neste fim de semana um ano desde as eleições, e esse foi o tempo das eleições, agora é tempo de governar”, disse Mariana Vieira da Silva no fecho do périplo de Castelo Branco quando foi questionada sobre a sondagem da Pitagórica que mostra, pela primeira vez, o PSD à frente do PS nas intenções de voto, com o PS a cair 9 pontos de uma só vez. No WhatsApp dos socialistas, a tese que circulava estes dias era a de que a sondagem da Pitagórica era tecnicamente duvidosa por ter uma elevada proporção de inquiridos de classe média e alta. Além de que, há precisamente um ano, uma outra sondagem dava o PSD de Rio com vantagem sobre Costa. E foi o que foi.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.