Internacional

Ministro do Interior italiano nega negociações com mafiosos para capturar o chefe da Cosa Nostra

18 janeiro 2023 18:17

handout / getty images

Matteo Piantedosi assegura que a detenção do “chefe de todos os chefes” da máfia siciliana resultou de “um longo e árduo trabalho de investigação, realizado por unidades especializadas”

18 janeiro 2023 18:17

O ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, negou que tenha existido qualquer tipo de negociação com mafiosos para capturar Messina Denaro, também conhecido por “Diabolik”, o “chefe de todos os chefes” da organização criminosa Cosa Nostra.

“Esta detenção é resultado de um trabalho limpo. Quem tenta banalizar, minimizar ou questionar esta operação, comete um grave erro e age de má-fé”, afirmou Piantedosi, em entrevista ao “Corriere della Sera”, rejeitando os rumores de que criminosos da máfia siciliana tenham fornecido informações sobre o paradeiro de Matteo Messina Denaro, foragido durante 30 anos, em troca de alguns benefícios.

O ministro do Interior italiano advoga que a detenção do chefe máximo da Cosa Nostra “foi alcançada graças a um longo e árduo trabalho de investigação, realizado por unidades especializadas”. Nos últimos anos, frisa o ministro, “o Estado lutou por este resultado histórico e venceu”.

Messina Denaro, responsável por dezenas de homicídios e por ter orquestrado ataques bombistas na década de 1990, foi levado para uma prisão de segurança máxima na cidade italiana de L’Aquila.

O principal líder da Cosa Nostra foi detido esta segunda-feira, numa clínica privada em Palermo, onde desde há um ano recebia tratamentos devido a um cancro do cólon.

Matteo Messina Denaro, de 60 anos, construiu, ao longo do tempo, um império avaliado em quatro mil milhões de euros. “Diabolik” era um dos dez criminosos mais procurados em todo o mundo, descrito como um ‘playboy’, com um estilo de vida luxuoso e que até se gabava de ter enchido “um cemitério sozinho”.