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Consultório Covid-19: como sei se a minha infeção agravou e preciso de ir ao hospital?

14 janeiro 2023 13:55

A especialista Lèlita Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, explica quais os sinais a monitorizar em casa - em casa de infeção - , quais os grupos de risco que merecem maior atenção e, por último, quais são os critérios que justificam um internamento hospitalar

14 janeiro 2023 13:55

Estas são as principais informações a reter sobre este consultório:

Sinais e monitorização em casa

  • Doentes com doença confirmada devem estar atentos aos sinais de alarme: falta de ar, frequência respiratória mais elevada (superior a 14 ou 15 ciclos por minuto), frequência cardíaca alta, sensação de frio, palidez, cor roxa nas extremidades, tosse muito produtiva, pressão arterial muito baixa
  • Se estes sinais surgirem deve contactar de imediato o seu médico ou o SNS 24, ou até mesmo dirigir-se a um serviço de urgência porque estes sintomas podem representar doença grave e vão muito para além dos sinais iniciais como a febre ligeira ou a tosse seca

Doentes com maior risco

  • Idosos (pessoas com idade igual ou superior a 60 anos) e doentes com doença crónica, como é o caso das doenças cardiovasculares, hepáticas, doenças respiratórias
  • Pessoas obesas (com índice de massa corporal superior a 35 Kg/m2), crianças muitos pequenas (bebés até aos 3 meses) e mulheres grávidas
  • Doentes imunodeprimidos, como é o caso dos doentes oncológicos, ou os doentes autoimunes

Critérios clínicos que justificam internamento

  • Condições de habitabilidade que permitam isolamento, isto é, mesmo que a doença não seja muito grave, se o doente não tiver local onde se isolar muitas vezes tem de ficar internado
  • Doentes crónicos com fatores de risco associados
  • Doentes com sintomatologia de maior gravidade: hipotensão, frequência respiratória muito alta, frequência cardíaca elevada ou hipoxemia. No fundo, doentes que se preveja que a sua situação clínica se vai degradar

O Consultório Covid-19 é um projeto do Expresso que conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (SPDIMC) e da Gilead