Economia

INE confirma inflação de 8% em maio, o valor mais alto desde fevereiro de 1993

14 junho 2022 11:17

Foto: Getty Images

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta terça-feira, 14 de junho, a taxa de inflação inicialmente estimada para maio nos 8%, a maior variação desde fevereiro de 1993

14 junho 2022 11:17

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta terça-feira, 14 de junho, a taxa de inflação inicialmente estimada para maio, de 8%, acelerando 0,8 pontos percentuais face à do mês anterior e constituindo a maior variação desde fevereiro de 1993.

Os preços da alimentação, dos combustíveis e da energia continuam a ser os motores claros da subida do índice de preços no consumidor (IPC). Os produtos energéticos tiveram um aumento de preços homólogo de 27,3%, acelerando também face aos 26,7% de abril, e registando a maior taxa desde fevereiro de 1985.

Os bens alimentares não-transformados aumentaram de preço em 11,6% em maio face a maio de 2021, agravando a tendência de subida de preços face à taxa de abril, que foi de 9,4%.

De todas as classes de bens e serviços que mais contribuíram para o aumento da taxa de inflação face ao ano passado, as de "bens alimentares e bebidas não alcoólicas" e de "habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis" registaram dois dos maiores aumentos de preços face ao ano passado. Face a abril, os preços destas categorias também aumentaram, o que contribuiu igualmente para a subida da taxa de inflação em cadeia.

A variação mensal do índice de preços no consumidor (IPC) foi de 1%, face a 2,2% em abril. A variação média dos últimos doze meses foi 3,4%, face a 2,8% em abril. Já perigosamente perto da previsão do Governo para 2022 que aponta para um IPC de 3,7% e para um Índice Harmonizado de Preços do Consumidor (IHPC), o indicador usado na comunidade europeia, de 4%.

Os 3,4% de média anual do IPC em maio estão ainda longe das previsões para o país de organismos como o Fundo Monetário Internacional, que antecipa uma taxa de inflação de 6%.

A Comissão Europeia, por seu turno, estima um IHPC de 4,4% no final de 2022.

O IHPC português fixou-se nos 8,1% em maio, acelerando 0,7 pontos percentuais face a abril e constituindo o "novo valor mais elevado registado desde o início da série do IHPC, em 1996", segundo o INE. O IHPC português de maio de 8,1% é idêntico ao da zona euro em maio, também de 8,1%.

Sem produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal teve uma variação homóloga de 5,8% em maio.