Cultura

O louvor a Agustina Bessa-Luís nas redes sociais: de Pilar del Río a Inês de Medeiros

3 junho 2019 13:28

Pergunta: “Mas porque é que dá gorjetas tão generosas?” Resposta: “Não sei. Porque há uma expectativa. Há tempos vinha uma página numa revista sobre os actores de cinema, os que davam gorjeta e os que não davam. Os que não davam tinham as maldições em cima deles”. Em entrevista a Anabela Mota Ribeiro, Público, 2006

antónio pedro ferreira/expresso

As reações à morte de Agustina Bessa-Luís começam a circular nas redes sociais. Recuperando uma frase de José Samarago, que afirmou que “se há em Portugal um escritor que participe da natureza do génio, esse é Agustina Bessa-Luís”, Pilar del Río expressou as suas condolências, e o mesmo fez a realizadora, atriz e política portuguesa Inês de Medeiros

3 junho 2019 13:28

A escritora Agustina Bessa-Luís morreu esta segunda-feira, aos 96 anos, vítima de doença prolongada, e foram vários aqueles que recorreram às redes sociais para expressar o seu pesar.

Recuperando uma frase de Agustina Bessa-Luís — “O país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo” — a realizadora, atriz e política portuguesa Inês de Medeiros louvou o “imenso talento, inteligência implacável, coragem e liberdade” da escritora portuguesa, a quem agradeceu: “por tudo o que nos deixa”. Também deu os seus pêsames aos familiares e amigos de Agustina.

Pilar del Río, presidente da Fundação José Saramago, lembrou as palavras do seu marido, José Saramago, sobre Agustina Bessa-Luís (“Se há em Portugal um escritor que participe da natureza do génio, esse é Agustina Bessa-Luís”) e expressou as suas condolências aos leitores da escritora portuguesa. “Ficamos mais pobres nesta orfandade”, escreveu na sua página oficial no Twitter.

Quem também se pronunciou sobre a morte da escritora no Twitter foi o ex-primeiro-ministro e ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso, que manifestou os seus “mais sinceros pêsames à família e amigos mais próximos” de Agustina Bessa-Luis, “um dos nomes mais importantes de sempre na Literatura Portuguesa e certamente uma das pessoas mais inteligentes que conheci”.

Também o embaixador Francisco Seixas da Costa pronunciou-se sobre a morte da escritora, esta segunda-feira, na casa onde vivia, no Porto. Agustina Bessa-Luís é dona de uma vasta obra, que inclui romances, biografias, ensaios, peças de teatro e guiões para televisão. Ao longo da carreira literária, foi distinguida com vários prémios, nomeadamente com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (“Os Meninos de Ouro”, 1984, e “Jóia de Família”, 2001) e o Prémio Camões, em 2004. O júri que lhe atribuiu este prémio considerou que a sua obra “traduz a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável, contribuindo para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”.