Mário Henriques

  • Jorge Silva Melo (1948-2022): “Gostava de trabalhar sempre. Espero morrer trabalhando”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Jorge Silva Melo (1948-2022): “Gostava de trabalhar sempre. Espero morrer trabalhando”

    Quantas vidas terá vivido nesta vida Jorge Silva Melo? Ele que é encenador, ator, cineasta, dramaturgo, tradutor e crítico português. Ele que passou a infância na antiga cidade de Silva Porto, em Angola, que se formou realizador na London Film School e, mais tarde, estagiou em Berlim, Milão e foi ator em Paris. Decidiu regressar para o seu país porque para si pátria é culpa e responsabilidade. Fundador do “Teatro da Cornucópia” e dos “Artistas Unidos” é um mestre e mobilizador de artistas, histórias e projetos. O Expresso recupera esta entrevista, de 6 de dezembro de 2019, ao Beleza das Pequenas Coisas no dia da morte de Jorge Silva Melo (1948-2022)

  • Comissão Política. Sócrates será julgado por corrupção ou talvez não? O descrédito do sistema

    Comissão Política

    Comissão Política. Sócrates será julgado por corrupção ou talvez não? O descrédito do sistema

    Esta sexta-feira vamos conhecer a decisão instrutória da Operação Marquês e ficar a saber se o juiz Ivo Rosa mantém a acusação de corrupção contra José Sócrates. Qualquer decisão terá efeitos sistémicos na política, na justiça e nos populismos… Mas esta semana foi dominada por outro tema: a relação de Belém com São Bento depois da promulgação dos apoios sociais (inconstitucionais?) por parte de Marcelo Rebelo de Sousa contra António Costa. É um não caso ou um caso sério?

  • Filipe Homem Fonseca: “A gargalhada é a imortalidade possível”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Filipe Homem Fonseca: “A gargalhada é a imortalidade possível”

    Ele é uma das maiores referências na escrita para humor em Portugal e um criativo multifacetado: argumentista, dramaturgo, escritor, humorista, músico e realizador. Licenciado em publicidade, Filipe Homem Fonseca começou a dar que falar no final dos anos 90 quando integrou as Produções Fictícias. Têm a sua assinatura programas como ‘Herman Enciclopédia’, ‘Contra-informação’, ‘Major Alvega’ ou, mais recentemente, ‘Os Donos Disto Tudo’ ou ‘A Patrulha da Noite’. O que é natural em Filipe é o desassossego e a vontade de fazer, mesmo em confinamento. Por isso escreveu e realizou com cinco amigos “O Mundo Não Acaba Assim”, a primeira série de ficção portuguesa a ser produzida integralmente a partir das respectivas casas, que acaba de estrear na RTP1. Sobre o papel do humor em tempos de guerra contra um vírus, chega a afirmar: “Rir e fazer comédia numa altura destas é uma forma de resistência e de vida.” Uma conversa para ouvir integralmente neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Isabel Jonet: “Há pessoas a passar fome. A pobreza mata e vai matar”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Isabel Jonet: “Há pessoas a passar fome. A pobreza mata e vai matar”

    Passaram 26 anos desde que Isabel Jonet entrou como voluntária para o Banco Alimentar contra a Fome e hoje é presidente de uma instituição que angaria alimentos para 2.600 entidades. E se antes desta pandemia os Bancos Alimentares apoiavam 380 mil pessoas, os números dispararam no último mês. Na recém criada Rede de Emergência Alimentar já chegaram 12.060 novos pedidos de ajuda, de famílias ou de grupos, que abrangem cerca de 58 mil pessoas. “Esta onda de crise criou inesperados novos pobres”. São os profissionais das artes, do turismo, dos ginásios, empresários, e demais trabalhadores precários e da economia informal que, de uma forma súbita e imprevista, ficaram sem sustento. É o outro vírus, o da pobreza, que cresce no país e, como prevê Jonet, ‘vai matar’. Uma conversa para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Francisco Miranda Rodrigues: “A solidão tem mais impacto na saúde do que a obesidade”

    Podcasts

    Francisco Miranda Rodrigues: “A solidão tem mais impacto na saúde do que a obesidade”

    Ele é o bastonário de uma ordem criada em 2008 que conta com 22 mil inscritos, a ordem dos psicólogos. Uma profissão muito procurada por altura dos incêndios, em 2017, para apoio psicológico e agora, nesta crise pandémica, a procura voltou em força. Se é certo que a covid-19 está a provocar um impacto emocional em todos os portugueses e que a venda de antidepressivos e ansiolíticos disparou em março, Francisco Miranda Rodrigues alerta que “este novo normal terá consequências diferentes para uns e outros.” Para ouvir neste episódio do podcast A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Adolfo Mesquita Nunes: “Se olharmos para a crise económica, é evidente que não vai ficar tudo bem”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Adolfo Mesquita Nunes: “Se olharmos para a crise económica, é evidente que não vai ficar tudo bem”

    A poucos dias de entrarmos no 3º estado de emergência falámos com Adolfo Mesquita Nunes, que foi deputado, secretário de Estado do Turismo, braço direito de Assunção Cristas e um dos rostos da modernidade do CDS, que se tem mostrado crítico sobre a “falta de gravidade e solenidade” do Presidente em algumas ocasiões públicas. Apontado no passado como um forte candidato à liderança do seu partido, Adolfo acabou por deixar o caminho aberto ao atual líder centrista, Francisco Rodrigues dos Santos, figura que não apoiou e da qual diverge. Mas esse combate ficou para trás para se dedicar à advocacia e ao cargo de administrador não executivo da Galp. Adolfo rejeita as afirmações de Rui Rio sobre antipatriotismo "típicas de regimes autocráticos" e insiste que o governo tem de ter coragem de combater a crise sanitária a par da crise económica, "que também mata". E revela como a canção de Maria Guinot “Silêncio e Tanta Gente”, vencedora do Festival da Canção, em 1984, traduz o confinamento em casa, onde tem aproveitado para ler e até fazer brigadeiros de chocolate ‘light’. Para ouvir no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Daniela Ruah: “À noite vejo filmes e costuro máscaras para dar”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Daniela Ruah: “À noite vejo filmes e costuro máscaras para dar”

    Há dez anos que a atriz Daniela Ruah anda a perseguir perigosos criminosos na série americana NCIS Los Angeles, que conta com 11 milhões de espectadores por episódio. Mãe de dois filhos e casada com o duplo David Paul Olsen, assume que a maturidade já não a faz sonhar tanto com o Óscar, porque as séries andam mais estimulantes e é a família o que mais a preenche. Este mês regressou aos ecrãs portugueses com a série "A Espia", na RTP, onde protagoniza uma mulher da alta sociedade que se envolve em espionagem em plena II Guerra Mundial. Há semanas em casa com o marido e filhos, em Los Angeles, começou agora a costurar máscaras para ajudar a comunidade. “Em três dias fiz 90 máscaras.” Uma conversa para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Bruno Maia: “Tenho medo que deixemos de conseguir tratar as pessoas no SNS”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Bruno Maia: “Tenho medo que deixemos de conseguir tratar as pessoas no SNS”

    Nas últimas eleições legislativas o médico neurologista Bruno Maia esteve por um triz para ser eleito deputado do BE pelas listas do Porto. Defensor de causas que têm dividido a sociedade, como a despenalização da morte assistida ou a legalização da canábis, está a poucos dias de avançar para a frente de batalha, a unidade de cuidados intensivos do Hospital de São José, em Lisboa, onde estão os casos graves com covid-19. Bruno Maia defende um “SNS forte para travar a pandemia” que está a atingir o país e o mundo e confessa: “tenho medo do colapso do sistema de saúde”

  • Manuel Lemos Peixoto: “Depois do isolamento será a grande festa”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Manuel Lemos Peixoto: “Depois do isolamento será a grande festa”

    O terapeuta de casais Manuel Lemos Peixoto, que durante anos foi presidente da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, considera que ultrapassado o receio da doença e da morte, irá pulsar na maioria o desejo da vida, do prazer e... de alguns excessos. O terapeuta recorda o que aconteceu na I e II Guerra Mundial, e aposta que depois de superada a pandemia, as populações vão encontrar-se mais, brindar mais, abraçar-se mais, beijar-se mais e praticar mais sexo do que antes. Mas os casais agora confinados em casa estão a ser postos à prova e surgirão inevitavelmente muitas crises. “Ou parte ou racha ou se cura. Pode ser uma oportunidade para a mudança. A palavra crise em chinês escreve-se com dois subsímbolos, um representa “perigo” e outro representa “oportunidade”. Uma conversa surpreendente e esclarecedora em tempos de “guerra” para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”