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Proprietária diz ter arrendado o rés do chão da Mouraria a um imigrante e não sabia dos beliches: “Estou chocada com estas mortes no fogo”

Proprietária diz ter arrendado o rés do chão da Mouraria a um imigrante e não sabia dos beliches: “Estou chocada com estas mortes no fogo”
ANTÓNIO COTRIM/Lusa

Maria garante ao Expresso que arrendou em maio do ano passado o rés do chão para ser ali feita uma loja e que nada sabia sobre as alterações posteriores feitas ao apartamento. PJ vai inquirir formalmente a proprietária, arrendatário e inquilinos

Maria de Lurdes di Nunzio, 78 anos, passou esta segunda-feira junto ao nº55 da Rua do Terreirinho, no bairro da Mouraria em Lisboa, de manhã até ao entardecer. É ela a proprietária, juntamente com o marido, do rés do chão esquerdo que ardeu no sábado à noite. Entrou, viu os beliches e os muitos colchões escurecidos pelo fogo e pelo fumo, prova da sobrelotação que ela garante desconhecer até então. “É uma loja, e aluguei-a como tal a um cidadão indiano há cerca de um ano por 750 euros. O contrato é de maio”, revela. A loja estava vazia nessa altura. Os beliches foram lá colocados posteriormente, frisou.

“Agora sei que ele alugava a loja para outras pessoas lá viverem, por muito mais dinheiro. Estou tão chocada, tão confusa com a tragédia que aqui aconteceu.” O incêndio deu-se no sábado à noite e levou à morte de dois cidadãos indianos, um deles com 14 anos. Houve ainda 14 feridos que já tiveram alta hospitalar. Ficaram todos desalojados e têm agora o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. No total, 25 pessoas foram afetadas pelo fogo.

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