Sociedade

É cliente da TAP? Saiba o que deve fazer para evitar burlas

21 setembro 2022 20:59

A transportadora emitiu um comunicado com as recomendações que devem ser seguidas pelos clientes que pretendam evitar burlas após o ciberataque dos Ragnar Locker. São também disponibilizados contactos telefónicos para quem, ainda assim, persistir na dúvida

21 setembro 2022 20:59

A TAP divulgou esta quarta-feira um comunicado com um conjunto de questões que devem ser seguidas pelos clientes que, eventualmente, possam ter sido afetados pelo ciberataque dos Ragnar Locker.

Aos clientes afetados pela divulgação dos dados pessoais, a transportadora recomenda alteração de senhas, apesar de garantir que essa medida se deve apenas a uma precaução. Também é referido especial cuidado para os clientes no que toca a futuros contactos que eventualmente se façam passar pela TAP, através do telefone e do correio eletrónico.

Eis as respostas da TAP a perguntas que a companhia está a receber.

“Os hackers conseguiram aceder aos dados dos clientes?”

Infelizmente, alguns dados foram acedidos ilegitimamente pelos hackers e estão a ser divulgados publicamente. Os dados afetados podem incluir nome, nacionalidade, sexo, data de nascimento, morada, e-mail, contacto telefónico, data de registo de cliente e número de passageiro frequente. A informação afetada relativamente a cada cliente pode variar. Até ao momento, não há indicação de que dados de pagamento, tenham sido exfiltrados dos sistemas da TAP.

Que medidas foram tomadas pela TAP?

Os ciberataques constituem uma ameaça constante para muitas empresas e a TAP estava preparada para essa possibilidade. A TAP criou imediatamente uma equipa de peritos internos e externos de TI e peritos forenses líderes da indústria para investigar minuciosamente e prevenir novos danos. Todos os sistemas afetados foram isolados e procedeu-se à limpeza desses sistemas. A boa notícia é: que as operações da TAP nunca foram afetadas - todas as operações da TAP estão a decorrer em segurança. Entre as medidas específicas tomadas pela TAP incluem-se: a adoção de medidas de resposta e contenção com o apoio de equipas internas e externas; o destacamento de peritos líderes da indústria para investigação e investigação forense; o destacamento de uma equipa externa para apoiar a recuperação de sistemas comprometidos; e o reforço das medidas de segurança em áreas específicas como medida de precaução.

Os dados pessoais dos clientes estavam seguros?

Os dados acedidos encontravam-se armazenados em segurança nos sistemas informáticos da TAP com recurso a medidas organizacionais e técnicas adequadas baseadas nos standards usuais para cumprimento dos requisitos legais aplicáveis.

Que medidas organizacionais e técnicas tinham sido utilizadas para proteger a TAP deste tipo de intrusões?

As medidas implementadas na TAP incluem: backups (cópias de segurança regulares de dados; utilização de antivírus; firewalls com IDS/IPS (proteções de computadores e redes informáticas que impedem ou pelo menos detetam intrusões); ferramentas de proteção de e-mails; utilização de segundo fator de autenticação (além da senha, um segundo dado que confirma autenticações); patches de segurança (atualizações de software); scans de vulnerabilidade (análises de falhas nos sistemas); testes de penetração; formação em segurança cibernética, entre outros.

Que impacto teve a situação nos processos operacionais?

Graças aos sistemas de cibersegurança e às ações rápidas da equipa interna de TI, a intrusão foi contida numa fase inicial. Por conseguinte, não houve qualquer prejuízo para os processos operacionais. Os nossos clientes podem continuar a viajar em segurança com a nossa companhia.

Houve alguma fuga de dados?

Infelizmente, alguns dados foram ilegitimamente acedidos pelos hackers e estão a ser divulgados publicamente. Os dados afetados podem incluir nome, nacionalidade, sexo, data de nascimento, morada, e-mail, contacto telefónico, data de registo de cliente e número de passageiro frequente. A informação afetada relativamente a cada cliente pode variar. Até ao momento, não há indicação de que dados de pagamento, tenham sido exfiltrados dos sistemas da TAP.

Onde foram divulgados os dados?

Os dados foram divulgados no website para publicação de dados roubados dos atacantes. Os hackers operam tais sites dedicados a fugas de informação escondidos na "dark web". A dark web descreve uma parte da internet que não pode ser acedida através de motores de busca como o Google ou através de navegadores web comummente utilizados. Para aceder a websites na dark web é necessário um navegador especial.

O que está a acontecer com os dados roubados?

Os atacantes publicaram os dados obtidos ilegalmente na dark web. A divulgação de dados pessoais através de fontes abertas pode aumentar o risco da sua utilização ilegítima, nomeadamente com o objetivo de obter outros dados que possam comprometer os sistemas digitais para perpetrar fraudes (phishing).

O que deve fazer?

Embora a senha de acesso para o Miles&Go ou a área reservada dos clientes não se encontre entre os dados afetados, recomendamos, por precaução, que verifique as condições de segurança que utiliza para aceder à sua área reservada, nomeadamente utilizando uma senha forte e alterando-a frequentemente. Também recomendamos que tenha cuidado com quaisquer comunicações não solicitadas em que lhe peçam informações pessoais e evite clicar em ligações ou descarregar anexos provenientes de endereços de e-mail suspeitos.

Como pode alterar a password?

A senha de acesso pode ser alterada em www.flytap.pt, selecionando a opção de login no canto superior direito da página e clicando em “Não me recordo/alterar a minha password”. Deverá, de seguida, inserir o seu endereço de email na janela pop-up para “recuperar/alterar a minha password” que lhe aparecer. Receberá um e-mail com um link para registar uma nova senha de acesso.

Para quaisquer esclarecimentos adicionais poderá obter mais informações através do 800204692 (chamadas nacionais) ou +442036953214 (internacional). Pode também contactar o responsável pela proteção de dados da TAP, através do endereço eletrónico dpo@tap.pt".

O comunicado a TAP dá ainda a seguinte versão do sucedido a 31 de agosto, data da primeira reivindicação do ciber ataque dos Ragnar Locker:

"O que aconteceu em mais detalhe?

Em agosto de 2022, os sistemas internos de cibersegurança da TAP Air Portugal (TAP) detetaram o acesso não autorizado a alguns sistemas informáticos. A TAP está preparada para este cenário e mobilizou de imediato uma equipa de especialistas internos e externos de TI e de peritos forenses para investigar em detalhe o sucedido e prevenir danos adicionais. Graças aos sistemas de cibersegurança e à rápida atuação da equipa interna de TI, a intrusão foi contida numa fase inicial, antes de provocar danos nos processos operacionais. As operações da TAP estão a decorrer com normalidade em todas as áreas. Infelizmente, alguns dados foram acedidos ilegitimamente pelos hackers e estão a ser divulgados publicamente. Os dados afetados podem incluir nome, nacionalidade, sexo, data de nascimento, morada, e-mail, contacto telefónico, data de registo de cliente e número de passageiro frequente. A informação afetada relativamente a cada cliente pode variar. Até ao momento, não há indicação de que dados de pagamento tenham sido exfiltrados dos sistemas da TAP. Esta intrusão destinou-se a prejudicar a TAP e os seus clientes. A segurança dos nossos clientes e parceiros de negócio e dos seus dados é uma das nossas principais prioridades. A TAP continuará a tomar todas as medidas necessárias para protegê-los", refere o comunicado da TAP.

Operacionalidade

Que impacto teve esta situação para os clientes da TAP?

Graças à deteção precoce da intrusão, não houve qualquer perturbação nos processos operacionais da TAP. Os nossos clientes podem continuar a viajar em segurança com a nossa companhia", conclui o comunicado da TAP.