Sociedade

Edifícios onde caem varandas, tetos e paredes, infiltrações, computadores obsoletos: o retrato de um Estado a cair aos bocados

16 setembro 2022 12:41

Tiago Soares

Tiago Soares

Jornalista

d.r.

Máquina da Administração Pública está cada vez mais velha e lenta. Instalações degradadas e atrasos tecnológicos afetam a saúde dos funcionários

16 setembro 2022 12:41

Tiago Soares

Tiago Soares

Jornalista

Salas sem luz natural nem ventilação, infiltrações e mofo, tetos e elevadores que já caí­ram, baratas, ratos e outros bichos que mordem os funcionários, instalações para atendimento ao cidadão sem privacidade. Agressões verbais, funcionários sem consultas de medicina no trabalho, casos de burnout que já terão contribuí­do para tentativas de suicídio no local de trabalho. Computadores com mais de 15 anos, programas informáticos lentos e que não funcionam em rede, equipamento novo que se avaria poucos dias depois.

Nas últimas semanas, estes problemas foram relatados ao Expresso por funcionários administrativos do Estado espalhados pelo país. O retrato é de uma Administração Pública lenta, arcaica e envelhecida: alguns serviços correm mesmo “o risco de desaparecer” nos próximos anos, devido ao ritmo de reformas e saídas. “Perdeu-se muito tempo desde 2015. O crescimento económico que houve não foi aplicado na Administração Pública”, resume José Abraão, secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP).