Sociedade

Mais de 200 refugiados da Ucrânia candidataram-se a Medicina e vão ser distribuídos pelo país

30 agosto 2022 8:27

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Ainda esta semana vão ser comunicados os resultados das candidaturas. Distribuição dos refugiados será feita de acordo com o número de estudantes de cada escola

30 agosto 2022 8:27

Os mais de 200 estudantes em situação de emergência por razões humanitárias que se candidataram, até este domingo, ao curso de Medicina em Portugal vão agora ser distribuídos, de acordo com o jornal “Público”, pelas oito faculdades de Medicina. A distribuição de “todos os requerentes” vai ser feita, de acordo com um despacho da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), de forma equitativa.

Esta medida abrange todos os requerentes, independentemente da sua nacionalidade. Até junho, houve escolas de Medicina que deram prioridade a ucranianos e fecharam a porta a estrangeiros que estavam a estudar na Ucrânia e tinham o mesmo estatuto.

O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP) ainda está a registar as candidaturas. Durante esta semana serão avaliadas e validadas as candidaturas e na sexta-feira vai ser comunicado aos candidatos a sua colocação. Os alunos tiveram de indicar por ordem de preferência a escola que pretendiam frequentar. O CEMP vai colocar os alunos por ordem de chegada das candidaturas, até ao limite das vagas de cada uma das faculdades.

A distribuição dos refugiados será feita de acordo com o número de estudantes de cada escola. De acordo com o publicado, estas serão as percentagens do total de candidatos com que cada uma das oito escolas ficará: Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa com 21%; Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra com 17%; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa com 16% cada uma; Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto com 10%; Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior com 9%; Escola de Medicina da Universidade do Minho com 8%; Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve (apenas para ciclo clínico) com 3%.