Sociedade

Baleia 'encalhada' há uma semana no rio Sena tem poucas hipóteses de sobreviver: recusou alimento e não consegue regressar ao Ártico

Baleia ficou presa no rio Sena, em Paris
Baleia ficou presa no rio Sena, em Paris
JEAN-FRANCOIS MONIER/GETTY IMAGES

Prosseguem os esforços desesperados de socorristas franceses para salvar a baleia, que chegou ao Sena a 2 de agosto, e não está a aceitar comida nem as tentativas de a pôr a nadar numa longa jornada do rio até ao mar Ártico

Uma baleia beluga com quatro metros que se encontra 'encalhada' no rio Sena desde 2 de agosto, já tem poucas hipóteses de sobreviver, segundo apontam especialistas, apesar dos enormes esforços que têm sido feitos por equipas francesas para a salvar.

A baleia foi avistada pela primeira vez no rio Sena na terça-feira da semana passada, a 70 quilómetros a norte de Paris. Ter-se-á desviado da sua rota, e apesar das belugas se poderem por vezes aventurar para sul, os cientistas não conseguem encontrar uma explicação para o facto de o mamífero se ter desviado tanto das águas frias do seu 'habitat' natural.

O ar visivelmente desnutrido com que a baleia chegou ao Sena levou a esforços de resgate desesperados de uma equipa francesa, com o objetivo de a alimentar para que conseguisse recuperar forças, atravessar o rio e regressar ao mar de origem.

Chegou a equacionar-se injetar à baleia um 'cocktail' de vitaminas para estimular o seu apetite e conseguir que fizesse a longa jornada de 160 quilómetros de volta ao Canal da Mancha, e daí nadar até às águas frias do Ártico.

Foram feitas várias tentativas, sem sucesso, de pôr a baleia a nadar, foi-lhe dado arenque congelado e truta viva para comer, mas o mamífero não aceitou a comida.

Agora, apesar de todos os esforços, os especialistas franceses estão pessimistas em relação à sobrevivência da baleia. A eutanásia do animal continua a ser uma hipótese descartada, mas mantê-lo na água morna e estagnada entre as comportas do rio Sena também já não é solução.

A baleia "precisa de ser transferida nas próximas 24 a 48 horas, estas não são condições boas para a espécie", frisou Lamya Essemlali, diretora da Sea Shepherd France, à agência France-Presse (AFP). "Todos nós duvidamos da sua capacidade de retornar ao mar", e "mesmo que a levássemos num barco, seria extremamente perigoso para ela, senão impossível".

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