Sociedade

Piratas informáticos do Lapsu$ Group escrevem “Vodafone” na sua conta no Telegram mas não reivindicam ciberataque

9 fevereiro 2022 7:54

Grupo que invadiu o Expresso no início do ano fez referência ao ataque à rede da Vodafone no Telegram. PJ e SIS estão a investigar o caso em conjunto

9 fevereiro 2022 7:54

O Lapsu$ Group, o grupo de piratas informáticos que invadiram os sistemas informáticos do Grupo Impresa no início do ano, colocaram na sua conta do Telegram a palavra “Vodafone”, seguindo-se um ‘emoji’ a indicar que estão a observar o que está a acontecer em Portugal. Mas não reivindicam o ciberataque à operadora de telecomunicações. E neste momento a PJ e o SIS estão a tentar encontrar os autores desta invasão.

Como referiu o diretor da unidade de cibercrime da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, em conferência de imprensa esta terça-feira à noite, os invasores à rede da operadora não fizeram qualquer tipo de pedido de resgate. Uma informação que já tinha sido avançada horas antes pelo CEO da Vodafone, Mário Vaz.

A PJ a está a investigar este crime informático e a trabalhar em conjunto com o SIS, os serviços de informações, e o Centro Nacional de Cibersegurança, para encontrar os autores do ataque.

Carlos Cabreiro clarificou que o ciberataque à empresa de telecomunicações está a ser investigado como um único ataque. “Estamos a falar exclusivamente de um ataque informático, um crime informático. As notícias que deram conta de que existiriam outros alvos ou outros ataques informáticos sobre outras instituições não correspondem à verdade”, disse.

Cabreiro acrescentou ser “prematuro” associá-lo a outros ataques que tenham ocorrido nos últimos tempos, como foi o caso do Grupo Impresa ou do site do Parlamento. “Não excluímos essa hipótese, mas não temos esses dados.”

A PJ refere que “a dimensão global do ciberespaço tem potenciado o aumento deste tipo de ataques que, em regra, assumem uma dimensão internacional”. E por estas razões desencadeou de imediato contacto com as suas congéneres, “em sede de cooperação policial internacional”, no intuito de recolher mais e melhor informação. Cabreiro refere que foi feito um pedido de ajuda internacional através da Interpol. “Estes ciberataques estão a acontecer com alguma regularidade em todo o mundo.”

Em estreita articulação com a Vodafone, a Polícia Judiciária disse ainda que está a recolher “indícios e indicadores de compromisso” que permitam “avaliar e conhecer a origem, a extensão e motivação do ato criminoso”.