Sociedade

Covid-19. Pandemia empurra exames nacionais para julho e setembro

12 fevereiro 2021 11:46

Exames nacionais

luís barra

A informação foi revelada esta sexta-feira pelo ministro da Educação, que anunciou também o cancelamento das provas de aferição de Educação Física e de Expressões Artísticas

12 fevereiro 2021 11:46

O ministro da Educação revelou esta sexta-feira que os exames nacionais serão adiados, passando a primeira fase de junho para julho, enquanto a segunda será realizada apenas em setembro. A alteração do calendário escolar é motivada pela pausa obrigatória de duas semanas, depois de as aulas presenciais terem sido canceladas a 22 de janeiro e de o ensino à distância ter sido retomado esta segunda-feira.

Em entrevista ao programa “As Três da Manhã”, da Renascença, Tiago Brandão Rodrigues explicou que, como no final do ano será acrescentada uma semana de aulas, "o calendário escolar andou todo para a frente". "Vamos ter uma primeira fase de exames a acontecer em julho, em vez de junho, e uma segunda fase de exames a acontecer em setembro, em vez de acontecer em julho”, detalhou.

O ministro da Educação anunciou igualmente que as provas de aferição de Educação Física e de Expressões Artísticas ficam canceladas este ano letivo. À Renascença, Tiago Brandão Rodrigues disse que, relativamente às outras disciplinas, é prematuro tomar decisões. “Neste momento não temos elementos que nos permitam, inequivocamente, dizer que temos de condicionar esta ou aquela ação”, admitiu. “Por agora, o que fizemos foi uma transposição do horário”, explicou o ministro da Educação, garantindo que o Governo, “em momento oportuno, terá de tomar decisões relativamente a isto”.

Assim fica arrumado o calendário

Numa nota enviada à comunicação social, a tutela deu a conhecer as alterações ao calendário escolar que “visam compensar” a interrupção letiva entre 22 janeiro e 5 de fevereiro. A pausa letiva de Carnaval fica eliminada, enquanto a da Páscoa decorrerá de 29 de março a 1 de abril.

O mesmo documento informa que o terceiro período termina a 8 de julho para os alunos do pré-escolar, assim como para os do primeiro e segundo ciclo. As aulas para os estudantes do 7.º, 8.º e 10.º anos acabam a 23 de junho, mais tarde do que o calendário letivo para o 9.º, 11.º e 12.º anos, que encerra a 18 de junho.

As provas finais de ciclo para os alunos do 9.º ano decorrem, na primeira fase, entre 28 de junho e 2 de julho, com afixação dos resultados a 19 de julho. A segunda fase decorrerá de 21 a 23 de julho, com resultados divulgados a 3 de agosto.

Já os exames nacionais do ensino secundário têm a primeira fase calendarizada entre 2 e 16 de julho, com afixação dos resultados a 2 de agosto, enquanto a segunda fase passa para setembro, estendendo-se de 1 a 7 de setembro, e as notas são divulgadas a 16 do mesmo mês.

Sobre o regresso ao ensino presencial, Tiago Brandão Rodrigues defende que “as escolas devem ser as primeiras infraestruturas” a reabrir. “Infelizmente, estamos a atravessar uma terceira vaga desta pandemia e sabemos que existe um conjunto de variáveis, inclusivamente as novas variantes [da covid-19], que têm provocado uma entropia maior, uma forma de analisar o dia a dia que estamos a viver bem mais complexa”, salientou, deixando a garantia: “Trabalhamos todos os dias para pensar como poderemos regressar às aulas”.

Mais 15 mil computadores chegam para a semana

O ministro da Educação deu conta também de que na próxima semana chegam às escolas portuguesas 15 mil computadores que serão distribuídos pelos alunos para permitir o ensino à distância.

“Fizemos uma primeira encomenda de 100 mil computadores, que foi completamente distribuída, e comprámos, ainda no ano passado, 335 mil computadores, que foram suplementados com mais 15 mil”, destacou Tiago Brandão Rodrigues.