Sociedade

Governo disponibiliza até 7.500 euros para a melhoria da eficiência energética de casas anteriores a 2006

2 setembro 2020 9:44

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O programa arranca no dia 7 de setembro e tem como objetivo apoiar até 70% as despesas de pequenas obras. O valor máximo atribuível a cada habitação é de 7.500 euros

2 setembro 2020 9:44

Colocação de janelas mais eficientes, isolamento térmico com materiais reutilizados, sistemas de aquecimento/arrefecimento ambiente ou de águas quentes com fonte renovável, instalação de caldeiras elétricas ou de painéis fotovoltaicos: estas são algumas das intervenções apoiadas pelo Governo, a partir de 7 de setembro, em casas anteriores a 2006. A informação, avançada pela Rádio Renascença, refere que o programa do Fundo Ambiental tem como objetivo “melhorar a eficiência energética das casas e fomentar a atividade económica”.

Para a comparticipação destas pequenas obras, comparticipadas a 70% e com um valor nunca superior a 7.500 euros por fração habitacional, o Governo disponibiliza um pacote de 4,5M€. Cada proprietário pode submeter até duas frações ao programa de apoio "Edifícios Mais Sustentáveis", o que perfaz um valor máximo de 15 mil euros.

De acordo com o ministro do Ambiente, esta “é uma forma muito simples de as pessoas terem um duplo ganho: um apoio direto às obras que fazem e um apoio que acaba por se traduzir numa fatura elétrica ou de gás mais baixa. E também um ganho público porque temos mesmo de ser mais eficientes na energia que consumimos no país e esse é um objetivo do Governo”, frisou João Matos Fernandes, citado pela RR.

O apoio é vocacionado, esclarece o governante, para “frações habitacionais” de construção anterior a 2006. “Não estamos necessariamente a falar de casas velhas, uma casa com 14 anos pode estar e estará certamente em ótimas condições, mas estamos a falar de um parque edificado aproximadamente de três milhões de frações que não foi construído com esta preocupação de eficiência energética”, enquadra Matos Fernandes.

O programa, apresentado publicamente esta quarta-feira, destina-se apenas a privados, proprietários de uma casa habitada. “Estamos a falar de obras que se fazem num mês, dois meses por vezes, mas o lastro que deixam perdura durante muito tempo”, frisou o ministro do Ambiente durante a conferência de apresentação.

“Mais simples não há: faça-se a obra, envie-se a fatura e o dinheiro muito rapidamente será creditado”, assegurou ainda João Matos Fernandes, para quem é importante “fazer perceber às pessoas que a sustentabilidade energética é também uma forma de poupar dinheiro”.

As informações e condições de elegibilidade podem ser consultadas no site do Fundo Ambiental.