Sociedade

Polícia Judiciária deteve Zambrius: tem 19 anos, é hacker e um dos ataques foi à Direção-Geral do Orçamento

29 abril 2020 17:27

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Hugo Franco

Hugo Franco

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kacper pempel/reuters

Autoridades identificaram ainda um outro jovem de 23 anos. Altice também foi atacada

29 abril 2020 17:27

Miguel Prado

Miguel Prado

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Hugo Franco

Hugo Franco

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A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), em inquérito titulado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), deteve um "hacker" de 19 anos e identificou um outro suspeito de 23 anos, também constituído arguido, pela prática de "crimes de acesso ilegítimo, falsidade, dano e sabotagem informática".

"Na sequência de participações de várias entidades, perante a reincidência de suspeitos e tendo em vista a cessação da atividade criminosa deste grupo, foram efetuadas buscas domiciliárias em quatro locais e procede-se à apreensão de diverso material informático que servia de suporte à prática ilícita", refere um comunicado da PJ.

Os jovens em causa integram um grupo autodenominado Cyberteam. O elemento detido foi um dos elementos do grupo que se apresentava com a alcunha Zambrius. Aquele grupo tem vindo a reivindicar nas redes sociais a autoria de vários ataques nas últimas semanas, incluindo um ataque que roubou acessos e senhas de colaboradores da área comercial da Altice.

Outro ataque empreendido recentemente pela mesma Cyberteam visou a Direção-Geral do Orçamento (DGO), na dependência do Ministério das Finanças.

No seu comunicado, no entanto, a PJ não identifica os arguidos nem as empresas visadas. Mas o Expresso sabe que não se trata dos mesmos autores de um ataque informático à EDP, onde os "hackers" dizem ter tido acesso a mais de 10 terabytes de informação da elétrica.

Segundo a PJ, os ataques informáticos em escala, conhecidos por “Defacing” e “DDoS”, eram dirigidos a entidades públicas e privadas, tinham origem num grupo criminoso de cidadãos portugueses e mostravam sinais de agravamento nos últimos dois meses.

"Além de comprometerem a integridade e a disponibilidade dos dados e da informação das entidades visadas, estes crimes informáticos afetam a paz social e a segurança no domínio do ciberespaço", nota o comunicado da PJ.

"O detido, já com antecedentes por crimes de idêntica natureza, será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas", conclui o comunicado.