Sociedade

Homicídio de Luís Giovani em Bragança. Grupo é suspeito de outras agressões

10 janeiro 2020 23:45

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

alberto frias

Polícia Judiciária luta contra o tempo para descobrir quem matou o jovem Luís Giovani Rodrigues em Bragança

10 janeiro 2020 23:45

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Um grupo de rapazes tem sido apontado por várias testemunhas contactadas pelo Expresso como estando no foco de cenas com alguma violência em Bragança. As autoridades não excluem a hipótese de Luís Giovani Rodrigues — que morreu após uma agressão na rua na madrugada de 21 de dezembro, após uma saída com amigos — ter sido vítima do grupo.

São conhecidos alguns episódios esporádicos de rixas que envolveram alunos do Instituto Politécnico de Bragança e um grupo exterior à instituição. Até agora, nenhum com os contornos dramáticos que levaram à morte do cabo-verdiano de 21 anos no último dia de 2019.
O trabalho da Polícia Judiciária neste homicídio tem sido uma luta contra o tempo. O hiato de dez dias entre o internamento hospitalar e a morte do jovem pode fazer atrasar o desenrolar da investigação. É que só nessa altura os inspetores de Vila Real entraram em ação, já que até aí não existiam indícios de homicídio. Ainda assim, fonte da PJ contactada pelo Expresso evita dramatizar: “Estamos a investigar. No entanto, ainda não há suspeitos formais ou detenções.” E nenhuma hipótese está posta de parte. “A PJ admite que tenha sido crime de ódio racial ou de motivo fútil.”

Orlando Rodrigues, presidente do Politécnico de Bragança, afirma ter apenas conhecimento de “três ou quatro incidentes isolados de desacatos envolvendo alunos”, na zona de bares e ao fim de semana. Este responsável duvida que o ataque a Luís Giovani tenha sido motivado por ódio racial. “A cidade acolhe bem quem vem de fora. A minha convicção é que se trate de um de crime fútil e absurdo.”
Wanderley Antunes, aluno que preside à Associação de Alunos Africanos, fala de um “caso infeliz” e “ato bárbaro” que “podia ter acontecido” com qualquer um. “No instituto não existem situações de discriminação. E fora sempre houve bem-estar com toda a gente”, insiste.