Espetáculos

“As pessoas perderam um bocadinho da magia”: Luís de Matos volta aos espetáculos com “Impossível”

15 dezembro 2022 16:29

Luís de Matos IMPOSSÍVEL ao Vivo

ana dias

A magia de Luís de Matos saiu da televisão para as salas de espetáculo com o objetivo de, ao vivo e diante dos olhos do público, tornar possível aquilo que não se julgava sê-lo. À procura de reconquistar a magia dentro de cada um, regressa esta quinta-feira numa digressão pelo país ao lado de outros quatro ilusionistas

15 dezembro 2022 16:29

É esta quinta-feira que se estreia uma nova fornada de ilusões protagonizadas por um elenco de renome a nível internacional. A digressão de “Luís de Matos IMPOSSÍVEL Ao Vivo” começa no Convento São Francisco em Coimbra, onde fica em exibição até 18 de dezembro. Depois, ruma a Lisboa (20 de dezembro a 1 de janeiro), Faro (5 a 8 de janeiro) e termina no Porto (13 a 15 de janeiro).

Luís de Matos torce a linha entre o real e o imaginário numa viagem que percorre vários estilos de ilusionismo. “Afinal, é a magia que nos relembra que o que faz de nós humanos é a nossa capacidade de sonhar”, diz o próprio que traz a magia de volta, ainda que de forma renovada, às salas portuguesas.

Mas o que é isto do “impossível”? Os queixos caídos de uma audiência lotada podem ilustrá-lo. O choque de algo que nunca se pensou realmente acontecer, muito menos a olhos vivos, e as onomatopeias que ecoam no ar de uma sala de espetáculos traduzem-no. É esta capacidade de “assombro”, como assim o descreve, que o ilusionista procura nos protagonistas que escolheu para o acompanhar.

“Dos Estados Unidos da América, teremos Dan Sperry, o anti-mágico, chocante e excêntrico; Javier Botía, o inigualável e hilariante Campeão Mundial de Mentalismo chega-nos de Espanha; o francês Norbert Ferré, o incrivelmente talentoso e original duplo Campeão Mundial e Yu Hojin da Coreia do Sul, o mágico que se tornou num símbolo nacional no seu país” pode ler-se no comunicado de imprensa.

Cada qual é “singular” e “irrepetível. Naquilo que fazem há “elegância” e “poesia”. São detalhes que estão no cerne do porquê deste painel internacional. “O choque de culturas resulta em conteúdo extraordinário, porque as pessoas percebem que a magia tem todas estas cores. E são os nossos estilos completamente diferentes que dão complementaridade e riqueza ao espetáculo”, conta Luís de Matos ao Expresso. Mas o verdadeiro segredo está na paixão que levam consigo. “Além de sermos muito amigos, há um desfrutar que está estampado nas nossas caras – torna-se magnético”

É o mais premiado mágico português, distinguido por três vezes pela Academia de Artes Mágicas de Hollywood, Luís de Matos tornou-se o mágico mais jovem a receber o Devant Award do The Magic Circle. Desde 2017 que mostra as ínfimas possibilidades dentro do que parece “impossível”. Tudo começou em formato televisivo. “Tornámo-nos a primeira série de magia integralmente em direto”, recorda.

Era isso que, já na altura, fazia da sua magia ainda mais mágica. “Ensaiávamos bem os ângulos, era quase cinema”. Mas a televisão é um lugar perigoso para a credibilidade de um ilusionista - “as pessoas sabem o que pode ser editado ou o que pode ter efeitos especiais. Isso fez com que as pessoas perdessem um bocadinho da magia”.

Neste espetáculo, que se rege pela transversalidade tanto no palco (desde truques de cartas, comédia, mentalismos à explosividade), como na plateia (dos mais novos aos mais velhos), procura recuperar esta magia e devolvê-la ao público durante as próximas cinco semanas.