Política

Câmara de Lisboa garante que adjudicou altar da Jornada Mundial ao melhor preço: veja aqui como vai ficar

25 janeiro 2023 13:25

sandra.cortez

Vice-presidente Filipe Anacoreta Correia explicou processo e adiantou que, dos 35 milhões de euros que a Câmara vai gastar, 21 milhões vão manter-se na cidade depois do evento em agosto.

25 janeiro 2023 13:25

Tem capacidade para duas mil pessoas, estrutura elevada em 3 plataformas com altura de 9 metros, dois elevadores para mobilidade reduzida e uma escadaria central para acesso de jovens ao palco - será assim o palco-altar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que vai custar cerca de 6 milhões de euros e cuja construção foi entregue à Mota Engil por ajuste direto. Foi pelo “melhor” preço", justificou esta quarta-feira o vice-presidente da Câmara Muncipal de Lisboa, Filipe Anacoreta Correia, em conferência de imprensa para explicar a obra e o processo de adjudicação.

Anacoreta Correia, que tem o pelouro da JMJ na vereação lisboeta, disse que foram feitas consultas a 7 empresas e, como já tinha avançado Carlos Moedas, havia valores mais elevados. O vereador fez também questão de acentuar que vai ser uma obra que fica para a cidade. E adiantou que, dos 35 milhões de euros que a Câmara vai gastar, 21 milhões vão manter-se na cidade depois do evento que vai decorrer de 1 a 6 de agosto.

“Não tem nada a ver com outro palco feito em Portugal”, afirmou o autarca, sublinhando que é necessário garantir a visibilidade a uma longa distância, tendo em conta o número de participantes, e lembrando que o terreno em causa está localizado sobre um aterro.

antónio cotrim

O altar, cujo projeto também foi revelado na conferência de imprensa, vai servir sobretudo para os dois últimos dias da Jornada: a vigília de oração na noite de dia 5 e a missa final no dia 6. Segundo a Câmara - na conferência de imprensa não estava nenhum representante da estrutura organizativa da JMJ, nem da Diocese de Lisboa - o altar corresponde às orientações dadas pela Igreja.

A estrutura, seguindo as orientações dadas pela organização da JMJ, terá 5 mil metros quadrados (metade de um campo de futebol) e nela devem ter lugar 1000 bispos, 300 padres concelebrantes, 200 coro membros e 90 da orquestra, 30 intérpretes de língua gestual e ainda convidados e equipa técnica. Segundo Anacoreta, os valores das propostas recebidas pela CML foram dos 4,4 aos 8,4 milhões de euros. Depois da consulta inicial às 7 empresas, foram selecionadas 4 para repetição da consulta, em seguida houve uma última consulta às 2 empresas com melhores propostas e que correspondem, “às maiores empresas de construção de Portugal”. Foi definido um preço base de procedimento em 4,24 milhões de euros e, por fim, selecionada a “empresa que apresentou a melhor proposta em todas as fases do procedimento”.

sandra.cortez

O Palco será uma das estruturas que fica para futuro no Parque Tejo-Trancão, a área onde vai decorrer a JMJ e que fica como parque urbano para os concelhos de Loures e Lisboa. Toda a recuperação daquele espaço deve ter um custo de 21 milhões de euros, dos quais 19 milhões são investimento que fica para uso futuro. As maiores parcelas desses custos são o altar-palco e a construção de uma ponte pedonal sobre o Rio Trancão, que tem um custo estimado equivalente: também está orçado em 4,2 milhões de euros. Para infraestruturas e equipamento, como abstecimento de água e luz, estão previstos 3,3 milhões de euros.

Segundo a Renascença, uma das futuras utilizações do palco poderá ser para o Rock in Rio.