Política

Porto e Gaia decidem destino de nova ponte rodoviária sobre o Douro no início de janeiro

22 dezembro 2022 19:59

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Rui Moreira e Luísa Salgueiro, com Eduardo Vítor Rodrigues, presidente de Gaia

josé coelho/lusa

Decisão de construção ou não de uma nova travessia entre Campanhã e Oliveira do Douro será anunciada no início de 2023. Lançada em 2018 por Rui Moreira e Eduardo Vítor Rodrigues, a ponte conta com seis propostas em concurso, mas a via poderá ser acomodada na futura ligação dedicada à linha de alta velocidade da Infraestruturas de Portugal

22 dezembro 2022 19:59

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Os presidentes das Câmaras do Porto e Vila Nova de Gaia anunciaram, esta quinta-feira, que a decisão de construir ou não uma oitava ponte sobre o rio Douro deverá ser conhecida no início de janeiro. A travessia rodoviária designada de Ponte D. António Francisco dos Santos, em homenagem ao falecido Bispo do Porto, conta com seis propostas em avaliação por um júri independente.

A empreitada da infraestrutura rodoviária, ciclável e pedonal foi anunciada em abril de 2018, mas poderá ficar em projeto se nenhuma das propostas corresponder ao caderno de encargos técnico e financeiro. “Não conhecemos, nem podíamos, o relatório de avaliação técnica do júri independente, ou se as propostas estão dentro dos parâmetros técnicos e preço do concurso, que será conhecido nos primeiros dias de janeiro”, referiu Rui Moreira, no final do tradicional almoço de Natal, oferecido pelo presidente da Câmara do Porto aos autarcas vizinhos de Matosinhos, Luísa Salgueiro, e de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues.
A haver uma proposta vencedora, o autarca independente afiança que a obra é exequível até 2025, possivelmente cofinanciada por fundos europeus. O concurso foi lançado em junho de 2021 pelo preço base de €38,5 milhões, mas tanto Rui Moreira como o líder da Área Metropolitana do Porto admitem que do ponto de vista da gestão de dinheiros públicos e técnico poderá fazer sentido a construção de uma única ponte de dois tabuleiros para servir de travessia rodoviária e acomodar a linha alta velocidade, anunciada há dois meses pelo Governo.
“A Infraestruturas de Portugal já disse que se for este o entendimento dos municípios haverá disponibilidade para acomodar essa solução, benéfica no aspeto paisagístico e de salvaguarda de dinheiros públicos”, sustentou Moreira. Os dois autarcas defendem que não faz sentido construir mais uma ponte por “uma questão de vaidade ou para ficar na história”.
“Até porque não terá o nosso nome”, atirou Eduardo Vítor Rodrigues, que na passada semana, à margem de uma reunião do Conselho Metropolitano do Porto, adiantou que tanto o Porto como Gaia estão “muito abertos a resolver o assunto”, uma vez que a intenção dos municípios foi “suprir uma necessidade” e não para serem “os donos da ponte ou autores da ideia”.