Política

Conselho Superior de Defesa Nacional aprovou reforço da companhia que vai para a Roménia

22 março 2022 19:38

Vítor Matos

Vítor Matos

Jornalista

A reunião desta terça-feira serviu para "ajustamentos" em relação à reunião de 24 de fevereiro

foto: rui ochoa/presidência da república

A companhia de 174 atiradores do Exército, cuja ida para uma força multinacional da NATO na Roménia foi antecipada seis meses, será reforçada com elementos das operações especiais e especialistas em artilharia. Marcelo reuniu o CSDN para aprovar esses "ajustamentos".

22 março 2022 19:38

Vítor Matos

Vítor Matos

Jornalista

A reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) realizada esta terça-feira por videoconferência serviu "para ratificar os ajustamentos à proposta de Forças Nacionais Destacadas para 2022", segundo um comunicado de Belém. Este órgão, presidido pelo Presidente da República, e que junta primeiro-ministro, ministro da Defesa, ministros de Estado, chefes militares, deputados, e outros titulares de órgãos de soberania, aprovou o acréscimo de quatro módulos para reforçar a companhia de atiradores que parte para a Roménia no início de abril, para integrar o grupo de combate na NATO, no âmbito da Tailored Forward Presence no leste europeu.

Na manhã desta terça-feira, António Costa já tinha falado em "quatro novos módulos" para reforçar a companhia de 174 militares que serão empenhados no leste, que consiste pelo menos na inclusão de elementos das operações especiais e de artilharia antiaérea no contingente, apurou o Expresso. Mas também um módulo de informações, e outro módulo geográfico e meteorológico, acrescentou a Lusa.

Para já, a Aliança Atlântica não pediu a Portugal para mobilizar as unidades que estão sob o chapéu da NATO Response Force, a força de reação rápida da organização, e que conta com mais de 1500 efetivos portugueses num total de 40 mil: o CSDN, no entanto, aprovou mais alguns "aditamentos" a esses módulos, como por exemplo um navio de patrulha oceânico, segundo avançou ao Expresso uma fonte presente na reunião.

Ao contrário da reunião extraordinária do dia 24 de fevereiro, quando começou a invasão da Rússia à Ucrânia, este encontro ordinário era necessário para ocorrer "antes da posse do próximo Governo", que terá lugar no fim do mês. O CSDN aprovou ainda o reforço de pessoal e a participação de navios da Armada em missões no Mediterrâneo.

Notícia atualizada às 21h35 com os dois módulos noticiados pela Lusa.