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Palavra de Autor #15 Inês Fraga, neta de Maria Judite de Carvalho: “Todos nós somos anti-heróis”

Aviso prévio: o tom é emocional e emocionado. A voz é a de Inês Fraga, neta de Maria Judite de Carvalho, mulher, escritora, que dando espaço à solidão e a um discurso marcadamente interior “denunciou as frustrações e contidas mágoas da mulher portuguesa entregue aos caprichos masculinos e aos ‘brandos costumes', da hipócrita moral salazarista”, conforme escreveu Urbano Tavares Rodrigues, marido da escritora, cujas obras começaram a ser reunidas em seis volumes, pela Minotauro. Neste Palavra de Autor, Inês Fraga, filha da única filha que os dois escritores tiveram, conversa e lê excertos da obra da avó, desta “escrita da interioridade”, antecipando também a publicação de alguns inéditos

Inês Fraga, neta de Maria Judite de Carvalho e de Urbano Tavares Rodrigues, é a principal responsável pela reedição da obra da avó, vinte anos após a morte da escritora. Seis volumes que começam por publicar duas novelas “Tanta Gente, Mariana” e “As Palavras Poupadas”, esta última distinguida pelo Prémio Camilo Castelo Branco.

A obra completa, dezasseis títulos, reúne contos, novelas, crónicas que foi escrevendo em diferentes jornais, uma peça de teatro e um livro de poesia.

A reedição quer resgatar Maria Judite de Carvalho a um possível esquecimento, e recolocá-la no circuito comercial, embora a obra sempre tenha estado disponível em bibliotecas e alfarrabistas. Está ainda a ser equacionada a publicação de inéditos.

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Os três primeiros volumes, que a Minotauro já publicou, contam com prefácios de Urbano Tavares Rodrigues, Baptista-Bastos e José Cardoso Pires, três admiradores próximos que ora realçam a “admirável temperatura emocional” dos seus contos, a “riquíssima vida interior”, a forma como a escritora denúncia as mágoas da mulher portuguesa “entregue aos caprichos masculinos e aos ‘brandos costumes’ da hipócrita moral salazarista”.

Inês Fraga, que conviveu, de modo muito afetuoso, com a avó até aos dezassete anos, conversa e lê excertos de Maria Judite de Carvalho, de um modo muito emocionado.

Maria Judite de Carvalho (1921-1998) recebeu outros prémios, além do Camilo Castelo Branco, nomeadamente o da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, o Prémio P.E.N Clube Português de Novelística e o Prémio Vergílio Ferreira.