Liberdade para Pensar

1976. A “monstruosidade que foi um milagre”. E se a CEE nos tivesse dito que não?

António Barreto, ministro do 1º Governo constitucional, Alexandra Leitão, professora e ex-ministra do PS, e Manuel Campilho, proprietário agrícola que dormia armado durante a reforma agrária, juntam-se a Ângela Silva neste episódio de Liberdade Para Pensar dedicado a 1976, ano de "estabilização notável" entre as loucuras do PREC e a consolidação da democracia

Em 1976, Mário Soares andou pela Europa, qual Zelensky, a pedir a adesão de Portugal à CEE. "E se a Europa nos diz que não?", conta António Barreto, ministro do 1º Governo Constitucional, ter ouvido no aeroporto a um Soares angustiado, que martelou votações no PS a favor da adesão, por não ver outra saída para o país. Foi neste ano que aprovámos a nossa Constituição, "uma monstruosidade que foi um milagre". E 36 anos depois de termos chegado à Europa, ainda não chegámos onde "podíamos ter chegado". Uma conversa sobre sermos periféricos, termos défice de planeamento e sermos "brandos, excepto quando somos violentos".
Mário Henriques

Esta semana, o Liberdade para Pensar parte desse ano para uma conversa com António Barreto, Alexandra Leitão e Manuel Campilho, que dormia armado durante a reforma agrária, quando milhares de hectares de terra foram ocupados ou nacionalizados e agradece a "lufada de ar fresco" que foi a Lei Barreto.

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