Opinião

Não há pessoas inquestionáveis, nem mesmo Cristiano Ronaldo

1 dezembro 2022 13:37

Ronaldo esteve na berlinda nesta crónica apenas para dar suporte à ideia central a sublinhar: não há pessoas inquestionáveis, muito menos quando se trabalha em equipa. Se é saudável aplaudir méritos e reconhecer conquistas, tal não deve turvar a objetividade na apreciação do desempenho presente

1 dezembro 2022 13:37

Em junho de 2017, um mês depois de vencer o eurofestival, o músico Salvador Sobral participou no concerto de solidariedade para com as vitimas do incêndio de Pedrogão Grande. O “festival da canção” tornara-o conhecido de todos os portugueses e transformara-o numa quase estrela pop, o que chocava com as suas aspirações a músico erudito. Salvador Sobral atingira então o estatuto de “famoso”, qualificativo vago que o deixava desconfortável. Foi certamente este desconforto que levou-o a admitir que, naquela noite, o público aplaudiria qualquer coisa que fizesse: “vou mandar um peido a ver o que acontece”, afirmou.