Opinião

Salvar (mais) vidas. Que caminho?

Miguel Soares de Oliveira

Miguel Soares de Oliveira

Médico, ex-presidente do INEM

30 setembro 2022 0:06

30 setembro 2022 0:06

Nos últimos 20 anos a emergência médica pré-hospitalar evoluiu muito: o alargamento da área de atuação dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), que passou das regiões de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro em 2002, para todo o país em 2004; o alargamento da rede de Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), com médico e enfermeiro, de 20 em 2002 para as atuais 44; a implementação da rede de ambulâncias de emergência médica, com os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH); a criação da rede de ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), com enfermeiro e técnico, de suporte às VMER, que cresceu de 26 unidades em 2008 para 43 em 2021, com excelentes resultados; a criação da carreira dos TEPH, com mais e melhor formação; a prossecução de criação de postos de emergência médica em todos os concelhos; a implementação de protocolos médicos de triagem telefónica em 2012; a criação dos motociclos de emergência médica, nos grandes centros urbanos, que passou de duas unidades em 2005 para oito desde 2013; e a implementação do Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa (PN-DAE), que passou de 20 equipamentos de DAE existentes em espaços públicos e 140 em viaturas de emergência, em 2010, para mais de 3500 e de 1400, respetivamente, em 2022.