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O caminho interrompido para a democracia, as mortes na capital e a influência da Rússia: o conflito no Sudão em seis perguntas e respostas

O caminho interrompido para a democracia, as mortes na capital e a influência da Rússia: o conflito no Sudão em seis perguntas e respostas
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Dois generais que há poucos meses se aliaram para travar a transição democrática no Sudão estão agora em guerra aberta: apoiado pelos mercenários do grupo Wagner, o grupo paramilitar RSF tenta derrubar um regime militar que já disse que não vai ceder. Na capital Khartoum, falta água, comida e eletricidade

Quem está a disputar o controlo do Sudão?

Há um ano e meio, os dois generais que estão a disputar o controlo do Sudão eram aliados. Na altura, em outubro de 2021, Abdel Fattah al-Burhan (chefe das forças armadas e líder do país) e Mohammed Hamdan Dagalo (líder do grupo paramilitar RSF, ou forças de apoio rápido) juntaram-se para levar a cabo um golpe militar que bloqueou a transição do país africano para a democracia.

Este passo democrático estava a ser preparado há meses, depois de quase três décadas de uma ditadura militar que matou entre 300 mil a 400 mil pessoas e envolveu um genocídio étnico no Darfour. Omar al-Bashir, Presidente do país durante esse período e afastado num golpe de estado em 2019, está a ser julgado no seu país e enfrenta ainda acusações do Tribunal Criminal Internacional por crimes de guerra.

Após a aliança entre as forças armadas sudanesas e o RSF para travar a transição democrática, a pressão internacional das Nações Unidas levou os dois lados a assinar um acordo preliminar com organizações pró-democracia em dezembro, mas o documento deixou por definir pontos essenciais – incluindo a integração (ou não) do RSF nas forças armadas, uma disputa que fez aumentar a tensão entre al-Bhuran e Dagalo. Enquanto as forças armadas controlam grande parte da economia sudanesa, o RSF domina territórios ricos em ouro (financiando muitas das suas atividades dessa forma).

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