Internacional

“Se não conseguir o que quero, prefiro matar os americanos”: grupo armado que sequestrou 17 pessoas no Haiti ameaça começar execuções

21 outubro 2021 20:14

Port-au-Prince, capital do Haiti

john seaton callahan/getty images

Há cinco criança entre as pessoas sequestradas. Raptores pedem resgate de 17 milhões de dólares

21 outubro 2021 20:14

Num vídeo posto a circular esta quinta-feira, o líder do grupo armado que raptou 17 pessoas, a maioria missionários, no Haiti ameaça matá-los caso o resgate não seja pago.

O gangue, conhecido pelo nome 400 Mawozo, mantém em cativeiro todas as pessoas sequestradas - 16 americanos e um canadiano, incluindo seis mulheres e cinco crianças. Para as libertar foi exigido um resgate de um milhão de dólares (mais de 862 mil euros) por cada uma, ou seja, uma quantia total de 17 milhões de dólares (cerca de 15 milhões de euros).

“Juro que, se não conseguir o que quero, prefiro matar os americanos. Atiro uma bala à cabeça de cada um”, são as palavras de Wilson Joseph, que as autoridades consideram ser quem dirige o grupo armado.

Segundo o “Wall Street Journal ”, que adianta não ter sido possível confirmar a autenticidade do vídeo, Joseph aparenta estar a falar no funeral de cinco elementos do gangue, mortes que atribuiu ao responsável pela polícia. O funeral realizou-se esta quarta-feira e não são claras as circunstâncias em que as mortes ocorreram.

“Cinco soldados caíram mas quem os matou não consegue destruir um exército. Vou derramar sangue”, ameaça Wilson Joseph.

O vídeo surge menos de uma semana após o sequestro, que aconteceu no fim de semana, quando o grupo de missionários ao serviço da organização Christian Aid Ministries regressava de um orfanato, em Croix des Bouquets, a cerca de 13 quilómetros da capital, Port-au-Prince.