Guerra na Ucrânia

Se bloqueio a Kaliningrado for visto como “ato de guerra”, há perigo de “uma III Guerra Mundial” ou de conflito “nuclear localizado”

22 junho 2022 17:24

Desfile militar realizado em 2020 na cidade de Kaliningrado para celebrar o Dia da Vitória

handout / getty images

Mesmo antes da guerra na Ucrânia começar, a Rússia instalou no território “mísseis hipersónicos Kinzhal, que podem atingir alvos até 2400 quilómetros de distância” e “destruir o sistema antimíssil norte-americano situado na Polónia ou atacar qualquer país europeu, com exceção de Portugal e Espanha”, explica Sandra Fernandes, especialista em Relações Internacionais ouvida pelo Expresso

22 junho 2022 17:24

Um exclave russo na Europa ou um pedaço da Alemanha na Rússia: assim se pode olhar, destas duas formas, para Kaliningrado, região onde habitam aproximadamente um milhão de pessoas, cercada a norte e a leste pela Lituânia, e a sul pela Polónia, com saída apenas para o Mar Báltico. É, acima de tudo, uma ponta de lança que Putin segura no coração do ‘Velho Continente’, com capacidade para atingir em poucos minutos países da UE e da NATO — e este território com 15 mil km² (cerca de metade da área do Alentejo) saltou no fim de semana passado para o topo da atualidade, com a Lituânia a impor um bloqueio parcial à entrada de determinadas mercadorias, no âmbito das sanções aplicadas pela UE a Moscovo.