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Banco de Portugal emite aviso sobre prevenção do branqueamento de capitais para atividades de ativos virtuais

24 janeiro 2023 11:07

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O Banco de Portugal lançou um aviso que "define, entre outros aspetos, as condições de exercício dos deveres preventivos" a cumprir pelas empresas com negócios de ativos virtuais em matéria de branqueamento de capitais

24 janeiro 2023 11:07

O Banco de Portugal (BdP) emitiu esta terça-feira, 24 de janeiro, um novo aviso sobre prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, aplicável às entidades que exercem atividades com ativos virtuais, que entra em vigor em 15 de julho.

Num comunicado divulgado na sua página eletrónica, o regulador e supervisor bancário explica que este aviso "define, entre outros aspetos, as condições de exercício dos deveres preventivos" a cumprir por estas entidades, assim como "os procedimentos, os instrumentos, os mecanismos, as formalidades de aplicação, as obrigações de prestação de informação e os demais aspetos que, em cada momento, se mostrem adequados e necessários à adoção de medidas que permitam ou facilitem a verificação, pelo Banco de Portugal, do cumprimento daqueles deveres preventivos e demais obrigações".

Estes deveres preventivos e demais obrigações são os que estão previstos na Lei n.º 83/2017, de 18 de agosto.

O aviso do BdP agora publicado define ainda "os meios e os mecanismos necessários ao cumprimento, pelas entidades que exercem atividades com ativos virtuais, dos deveres previstos na Lei n.º 97/2017, de 23 de agosto, tendo em vista a aplicação e a execução de medidas restritivas aprovadas pela Organização das Nações Unidas ou pela União Europeia".

Em vigor a partir de 15 de julho de 2023, este aviso altera o Aviso do Banco de Portugal n.º 1/2022, de 6 de junho, "em elementos muito circunscritos que decorrem da necessidade de retificar aspetos muito pontuais ou de conformar o modo como as entidades financeiras se devem relacionar com as entidades que exercem atividades com ativos virtuais".

"Contudo, as entidades que exercem atividades com ativos virtuais podem recorrer à videoconferência, para efeitos da subalínea i) da alínea c) do n.º 4 do artigo 25.º da Lei n.º 83/2017, de 18 de agosto, nos termos fixados no Anexo I ao projeto de Aviso, logo após a publicação do diploma regulamentar", acrescenta o banco central.

O projeto regulamentar que deu origem ao aviso publicado esta terça-feira foi objeto da consulta pública do Banco de Portugal n.º 7/2022.