Economia

Com juros a disparar, investir nos certificados de aforro "online" vai ser mais fácil

16 janeiro 2023 10:56

josé fernandes

Comercialização dos certificados de aforro e do Tesouro terá novidades nos canais digitais dos CTT, de acordo com o novo contrato

16 janeiro 2023 10:56

A subscrição e reforço dos certificados de aforro vai tornar-se mais fácil, segundo anunciaram os CTT, com quem o IGCP, a agência estatal responsável por estes produtos, assinou um novo contrato para a distribuição destes produtos.

Com as Euribor a subir, e sem que os bancos aumentem de forma relevante os juros dos depósitos, os portugueses têm vindo a fazer maiores aplicações nos certificados de aforro, cuja remuneração anda à boleia daquelas taxas interbancárias. Em janeiro, a taxa para os novos certificados superou os 3%, e está perto de atingir os 3,5%, o que deverá ser alcançado em março, como noticiou o Expresso.

Neste contexto, os CTT anunciaram no domingo, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que na próxima sexta-feira, dia 20, entra em vigor o novo contrato de distribuição de dívida pública assinado com o IGCP, que, desde o fim do ano passado, tem um novo presidente, Miguel Martín. A empresa de serviço postal distribui certificados de aforro e de tesouro, sendo que são os primeiros que têm vindo a beneficiar da subida das Euribor (os segundos dependem mais da evolução da economia e a atratividade tem sido menor).

“O referido contrato mantém no essencial as condições comerciais do anterior, passando a incluir níveis adicionais de satisfação dos aforradores, entre os quais o desenvolvimento dos canais online pelos CTT, para além do tradicional canal presencial da Rede de Lojas CTT”, segundo o comunicado da empresa comandada por João Bento.

Atualmente, um cidadão que não tenha conta de aforrador aberta tem de se dirigir presencialmente à rede dos CTT para poder subscrever este produto, podendo fazer depois reforços online no canal específico. Só que haverá desenvolvimento da oferta digital, segundo o comunicado.

Ainda assim, para já, nem CTT, nem IGCP dão pormenores adicionais em relação a esta novidade, aguardando o Expresso mais explicações.

Nos primeiros nove meses deste ano, os CTT já têm vindo a beneficiar da evolução das Euribor, sendo que entre julho e setembro aumentaram em 40% as subscrições dos títulos de dívida pública, o que contribuiu para o crescimento de 11% dos rendimentos nos serviços financeiros e de retalho da empresa, que se fixaram em 39,5 milhões de euros. Nos nove meses, o lucro subiu 7,6% para 28,3 milhões de euros.