Economia

Goldman Sachs: Taxa diretora da Fed deverá alcançar os 4% até ao final do ano

8 setembro 2022 12:01

jo yong hak

O banco Goldman Sachs prevê uma série de aumentos até ao final do ano da taxa de juro pela Fed, o que colocaria a taxa entre os 3,75% e os 4% no fim de 2022

8 setembro 2022 12:01

O banco Goldman Sachs prevê que, além de uma subida das taxas de juro da Reserva Federal dos Estados Unidos de 75 pontos-base em setembro, o banco central norte-americano volte a aumentar a taxa de juro na reunião de novembro, desta feita em 50 pontos-base.

A casa de investimento norte-americana revê, assim, as suas previsões anteriores, que apontavam para um aumento de 50 pontos-base em setembro e de 25 pontos-base em novembro.

Numa nota de research divulgada na quarta-feira, os analistas do banco mantêm a previsão de um aumento de 25 pontos-base para dezembro, o que colocaria a taxa de juro entre os 3,75% e os 4% no final deste ano.

Os analistas explicam o porquê desta previsão. “Na reunião do Comité de Operações de Mercado Aberto [FOMC, na sigla em inglês] de julho, o presidente [Jerome] Powell apresentou argumentos para abrandar o ritmo de contração” da política económica, corroborados por dados económicos que, entretanto, sugeriram que esse poderia ser o melhor caminho a tomar.

“Porém, responsáveis da Fed soaram mais hawkish [radicais] recentemente e pareceram sugerir que o progresso rumo à contenção da inflação não tem sido tão uniforme ou tão rápido quanto gostariam", acrescentam. Os analistas mencionam ainda a notícia do The Wall Street Journal de quarta-feira que dá conta da possibilidade de um aumento de 75 pontos-base este mês.

“Assim, acreditamos hoje que o FOMC irá atrasar o plano de abrandamento”, consideram os analistas do Goldman Sachs. “O mercado está a presumir sensivelmente uma trajetória de 75-50-25 para as próximas três reuniões (…), o que deverá ser suficiente para manter o crescimento solidamente numa trajetória abaixo do potencial na segunda metade de 2022”, refere ainda a nota de análise.

É “mais incerta” a forma como estas condições financeiras mais apertadas vão impactar o ano de 2023, sendo que conseguimos imaginar uma extensão do ciclo de aumentos além do ano" de 2022, acrescentam os analistas do Goldman Sachs.