Economia

Poupança para a reforma: PPR público está há 14 anos encostado à box

12 março 2022 21:18

Elisabete Miranda

Elisabete Miranda

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Jornalista

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Os certificados de reforma, criados em 2008 como complemento de pensão, pouco seduziram, mas têm rentabilidades superiores a longo prazo

12 março 2022 21:18

Elisabete Miranda

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O receio do sector financeiro de que os Certificados de Reforma viessem fazer concorrência direta aos Planos Poupança Reforma (PPR) foi manifestamente exagerado. Catorze anos depois de terem sido lançados, os popularizados ‘PPR públicos’ pouco terreno conquistaram. Apesar de garantirem rendibilidades superiores a longo prazo, o facto de serem pouco publicitados pela Segurança Social e terem muito mais restrições e penalizações que os produtos privados faz com que tenham praticamente o mesmo número de subscritores que no início de vida. A possibilidade de as empresas poderem descontar pelos seus funcionários, introduzida em 2018, mobilizou, até ao momento, pouco mais de uma centena de patrões.

De acordo com dados facultados ao Expresso pelo Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, no final de 2021, o Fundo dos Certificados de Reforma contava com 7078 adesões ativas. O número veio oscilando ao longo do tempo, sendo especialmente assinalável a quebra sofrida durante a crise financeira, e, neste momento, encontra-se alinhado com os valores de 2009. Ou seja, contando as entradas, as suspensões de pagamentos e as saídas, o produto do Estado não conquistou novos “clientes” em termos líquidos. Fazendo comparações com o resto do mercado, os resultados são irrisórios. Os PPR sob a forma de seguros chegaram ao fim de 2020 com 1,7 milhões de segurados e, por seu turno, os PPR sob a forma de fundos de investimento com 446 mil subscritores (ver gráficos).