Economia

Bolsa de Moscovo fechada, maior banco russo abandona mercado europeu

2 março 2022 7:48

Foto: Getty Images

As decisões resultam do impacto das sanções económicas da comunidade internacional, na sequência da invasão russa da Ucrânia

2 março 2022 7:48

O Banco da Rússia informou, esta quarta-feira, que vai manter a bolsa de valores de Moscovo fechada pelo terceiro dia consecutivo, no mesmo dia em que o maior banco russo anunciou que vai abandonar o mercado europeu.

Em ambos os casos, as decisões resultam do impacto das sanções económicas da comunidade internacional, na sequência da invasão russa da Ucrânia.

O grupo Sberbank, o principal banco russo, anunciou a saída do mercado europeu, depois de ter sido atingido pelas sanções financeiras massivas internacionais.

“Na situação atual, o Sberbank decidiu retirar-se do mercado europeu. Os bancos subsidiários do grupo são confrontados com saídas de dinheiro anormais e ameaças à segurança dos empregados e escritórios”, disse o grupo, num comunicado citado pela imprensa russa.

Já o Banco da Rússia informou, também em comunicado, que decidiu não retomar a negociação de títulos na bolsa de valores de Moscovo, adiantando que iria rever a decisão na quinta-feira, pelas 06:00.

A bolsa de valores de Moscovo está fechada desde segunda-feira, depois de a UE, os Estados Unidos, o Canadá e outros parceiros terem excluído alguns bancos russos do sistema de comunicação interbancária internacional SWIFT, um golpe sem precedentes para isolar o país do sistema financeiro global.

O rublo registou então uma queda abrupta. Ao fechar a bolsa russa nos últimos três dias, a Rússia tem tentado evitar uma queda maior do que a que o índice MOEX sofreu, com o mercado de ações a cair então 45% e as principais ações a perderem mais de 58%.

O Banco da Rússia espera que as medidas tomadas para estabilizar o mercado tranquilizem os investidores russos.

Entre outras medidas, decidiu permitir aos bancos atingidos por sanções a utilização da reserva de capital acumulado para continuarem a funcionar e aumentou as taxas de juro para 20%, enquanto o Governo decidiu utilizar até um bilião de rublos (8,9 mil milhões de euros) ao Fundo Nacional de Bem-Estar – alimentado pelas receitas petrolíferas e uma espécie de ‘almofada’ para usar em tempos de crise – a ser utilizado na compra de ações de empresas russas.