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Farfetch estreia-se na bolsa de Nova Iorque

FTCH. É este o símbolo das ações da empresa tecnológica fundada pelo português José Neves que hoje começou a ser negociada na New York Stock Exchange

Filipa Crespo Ramos

A Farfetch começou hoje a ser negociada na bolsa de Nova Iorque. É a primeira vez que uma empresa tecnológica fundada por um português entra na New York Stock Exchange (NYSE). A estreia da plataforma online de venda de produtos de luxo acontece depois de uma oferta pública inicial em que foram vendidas ações a 20 dólares. Neste momento, Wall Street ainda aguarda pelo valor de abertura das ações ao público em geral, que se espera que seja bastante superior aos 20 dólares.

Nos últimos dias, o interesse demonstrado pelos investidores foi tanto que a empresa decidiu subir o valor de cada ação.
Se a procura corresponder, de facto, às expetativas, a Farfetch poderá ficar avaliada em 5 mil e 800 milhões de dólares... cerca de 5 mil milhões de euros.

A empresa escolheu a bolsa de Nova Iorque porque ser onde se concentram os maiores investidores em empresas tecnológicas. A Farfetch, fundada pelo português José Neves, já vale, atualmente, mais de mil milhões de dólares. É, por isso, considerada um unicórnio, adjetivo atribuído a empresas que atingem esse valor.

Nos documentos que entregou quando fez o registo para a operação, a Farfetch revelou que tem mais de 930 mil clientes em todo o mundo e emprega mais de 3 mil pessoas. É uma das três principais empresas de comércio eletrónico de luxo do mundo. Ainda assim, não é rentável. Apesar das receitas serem cada vez maiores, ainda não são suficientes para chegar aos lucros.

Entre janeiro e junho deste ano, a Farfetch registou prejuízos de quase 70 milhões de dólares.
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