Cultura

Morreu Mary Quant, a estilista que inventou e popularizou as minissaias

Mary Quant, em 2006
Mary Quant, em 2006
Richard Lewis

A criadora britânica tinha 93 anos e morreu "pacificamente", de acordo com a família. Mary Quant é lembrada como uma “líder” no mundo da moda e uma “visionária”

Morreu Mary Quant, a criadora da minissaia, aos 93 anos. Um comunicado da família, enviado à agência de notícias PA Media, detalha que a estilista britânica "morreu pacificamente na sua casa em Surrey, no Reino Unido, esta manhã".

Mary Quant ficou conhecida por tornar popular o uso de minissaia, nos anos 1960. Os familiares lembram a estilista como uma “das mais reconhecidas internacionalmente durante o século XX e uma notável inovadora".

Nascida no sudeste de Londres a 11 de fevereiro de 1930, Mary Quant era filha de dois professores. De acordo com a BBC, admitiu que o interesse pelas roupas surgiu logo nos primeiros anos de vida, tendo imaginado a sua primeira coleção quando tinha apenas seis anos. "Não gostava das roupas que tinha. Queria mangas com a parte de cima mais bufante e queria outras coisas, por isso tentava cortar a colcha e fazê-lo. A partir daí, não parei mais."

A II Guerra Mundial interferiu na sua educação: teve de sair de Londres por causa da Blitz ['guerra relâmpago'], e chegou a frequentar 13 escolas. A estilista foi, mais tarde, contratada como aprendiz de chapeleira, antes de se lançar como criadora. Em 1955, a estilista britânica abriu a sua primeira loja Bazaar, na King's Road, em Chelsea.

Mary Quant tornou-se rapidamente uma das figuras mais influentes no mundo da moda da década de 1960, tendo tornado a moda acessível às massas com designs elegantes e vibrantes. A minissaia, de que foi autora, começou a chamar a atenção das mulheres, que, no contexto da recuperação económica do pós-guerra já conseguiam gastar mais dinheiro em roupa.

Sobre a invenção, chegou a dizer: "Foram as miúdas da King's Road que inventaram a mini. Eu fazia roupas fáceis, jovens e simples, nas quais nos podíamos mover, correr e pular. Fazíamos as roupas com o comprimento que a cliente quisesse. Eu já a usava muito curta, e as clientes diziam: 'Mais curto, mais curto.'"

A antiga editora da “Vogue” Alexandra Shulman descreveu Mary Quant como “uma líder da moda, mas também do empreendedorismo feminino”, enfim, "uma visionária que era muito mais do que um ótimo corte de cabelo".

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