Coronavírus

Covid-19. Cancro ativo, VIH, grande obesidade e diabéticos começam a ser vacinados

21 abril 2021 11:27

rodrigo antunes/lusa

Vacinação pandémica alargada a mais portugueses. Diretora-geral da Saúde afirma que estamos a transitar para uma "fase de abundância"

21 abril 2021 11:27

O Governo anunciou esta quarta-feira que a vacinação contra a covid-19 entrou numa “fase de abundância” e que, de agora em diante, vai ser possível proteger rapidamente uma grande parte da população. A ministra da Saúde, Marta Temido, garante que até à terceira semana de maio todos os portugueses com 60 e mais anos terão tomado a primeira dose vacinal.

A imunização daquela faixa etária, com 96% das mortes registadas em Portugal, será um passo determinante para a proteção das pessoas mais vulneráveis à infeção. A entrega de um grande número de doses vacinais abre ainda a porta à imunização de portugueses com cancro ativo e várias doenças crónicas. Segundo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, estão na lista doentes em processo de transplantação, com imunossupressão, por exemplo com VIH; doenças neurológicas, como esclerose lateral amiotrófica, epilepsia refratária, esquizofrenia, grande obesidade (IMC acima de 30) e diabetes, neste caso por faixa etária decrescente.

O coordenador da 'task force' para a vacinação pandémica, o vice-almirante Gouveia e Melo, explicou que a administração vai agora passar para “100 mil inoculações por dia, sete dias por semana, durante quatro meses” e que “todos os recursos necessários vão ser providenciados pelo Ministério da Saúde”.

Portugal prepara-se para completar 120 dias de vacinação contra a covid-19, tendo já recebido 2,9 milhões de doses. Até ao momento, 20% da população já fez uma toma contra a infeção e 7%, num total de 690 mil portugueses, está já totalmente protegido, com as duas doses. Entre os mais idosos, 91% dos portugueses com 80 e mais anos tem uma inoculação e 58% o processo de vacinação completo.

Nesta nova fase, de proteção da população entre os 60 e os 80 anos, Marta Temido reconhece que “com mais entregas de vacinas, vamos avançar mais e o principal desafio é fluidez e a celeridade, sendo determinante o processo de agendamento e a capacidade dos centros de vacinação”.