Blitz

Vale a pena ler de novo. Miguel Araújo: “Se der uma voltinha num centro comercial ninguém me reconhece”

25 dezembro 2022 9:00

Miguel Araújo

paulo bico

Em 2022 editou o álbum “Chá Lá Lá”. Confessa-nos que a sua grande luta é “continuar a não ser famoso” e fala-nos da vontade de fazer menos concertos, a aversão que sente a moralismos e a relação criativa com António Zambujo. E a timidez, a monstruosa timidez. Araújo dixit: “Estou sempre a analisar-me. Eu era daqueles tímidos muito doentios. Comecei a ter vergonha de ter vergonha e foi assim que fiquei mais à-vontade”. Uma entrevista que vale a pena (re)ler

25 dezembro 2022 9:00

“A minha grande luta é continuar a não ser famoso”. Por muito que queira afastar-se de holofotes que não apontem para um palco, Miguel Araújo é, hoje, um dos nomes mais populares da música feita em Portugal. Seis anos depois de deixar Os Azeitonas para se dedicar a uma frutífera carreira a solo, o músico nortenho edita “Chá Lá Lá”, o quinto álbum de originais (sexto, se contarmos com a banda sonora da série “Esperança”, editada no final do ano passado), e prepara-se para apresentá-lo em grandes salas de Lisboa e Porto - atua no Campo Pequeno a 7 de abril e na Super Bock Arena a 22 de maio. Em conversa com a BLITZ, Araújo fala de um ano produtivo, das mudanças que a pandemia trouxe à sua vida (incluindo a decisão de dar menos concertos), da aversão que tem a moralismos, da inocência que gosta de alimentar nas suas canções e da relação criativa que mantém com o amigo António Zambujo. Os tempos boémios que passou com Os Azeitonas, para os quais olha não com saudades mas com sensação de “dever cumprido”, e o desafio de manter o seu “otimismo crónico” em tempos conturbados foram outros dos assuntos abordados numa entrevista desempoeirada.