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Capicua vence Prémio José Afonso

2 novembro 2022 15:12

Capicua

rita carmo

Capicua foi distinguida com o Prémio José Afonso 2021, entregue pela Câmara Municipal da Amadora. Samuel Úria, Cristina Branco, Dino D'Santiago e Selma Uamusse receberam menções honrosas

2 novembro 2022 15:12

Capicua é a vencedora da mais recente edição do Prémio José Afonso, entregue pela Câmara Municipal da Amadora.

“Madrepérola”, o mais recente disco da rapper do Porto, lançado em 2020, foi distinguido por unanimidade por um júri composto pelo compositor Sérgio Azevedo (em representação da autarquia), pelo maestro Hélder Gonçalves (em representação da SFCIA — Sociedade Filarmónica Comércio e Indústria da Amadora) e por Lena d’Água (vencedora do Prémio José Afonso 2020).

Sobre “Madrepérola”, o júri escreveu que “é mais uma prova da atualidade do empenho crítico da artista, autora e intérprete Capicua”, salientando “a qualidade das letras, a interpretação emotiva e a cuidada produção do álbum, que vem coroar uma carreira cada vez mais reconhecida pela sua importância musical e social”.

Entregue pela Câmara Municipal da Amadora desde 1998, o Prémio José Afonso visa homenagear propõe-se a distinguir “um álbum inédito, editado no ano anterior ao da edição do prémio, cujo tema tenha como referência a cultura e a história portuguesas.” O prémio monetário é de cinco mil euros.

As menções honrosas foram entregues a “Canções do Pós-Guerra”, de Samuel Úria; “Eva”, de Cristina Branco; “Kriola”, de Dino d’Santiago e “Liwoningo”, de Selma Uamusse.

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Nas redes sociais, Capicua já agradeceu o prémio, lembrando que o seu pai a adormecia ao som de José Afonso. “E hoje faço o mesmo com o meu filho. Foi sempre tão familiar quanto mitológico. Já o samplei, citei, revisitei e referi incontáveis vezes no meu trabalho. É, para mim, o astro maior da música portuguesa”, escreve. “E por tudo isso fico mesmo mesmo feliz por receber o Prémio José Afonso! Ainda por cima pelo ‘Madrepérola’ - um disco pelo qual lutei muito, o meu favorito dos meus, mas que infelizmente ficou suspenso no limbo da pandemia. Numa fase de grande desmotivação com a música sabe mesmo bem esta palmadinha nas costas”, completa, agradecendo à Câmara da Amadora e ao júri.

Em setembro, Capicua foi convidada do Posto Emissor, podcast da BLITZ, a propósito da edição do seu primeiro disco, “Aquário”. Pode ouvir aqui a nossa conversa com a artista do Porto.