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Vilar de Mouros não se esquecerá tão cedo dos Clawfinger: um concerto notável com uma dose de agressividade e duas de bom humor

27 agosto 2022 15:02

Paulo André Cecílio (texto), Rui Duarte Silva (fotos)

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Clawfinger no EDP Vilar de Mouros
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Clawfinger no EDP Vilar de Mouros
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O rap metal vive pelas mãos dos Clawfinger. Concerto excelente da banda sueca, com um inspiradíssimo Zak Tell a controlar as hostes com recurso a um forte sentido de humor

27 agosto 2022 15:02

Paulo André Cecílio (texto), Rui Duarte Silva (fotos)

Quando os Clawfinger entraram em palco, poucos minutos após a hora marcada para o início do concerto, ainda não eram muitos os que se encontravam junto ao palco para acompanhar de perto o regresso dos suecos a Portugal. A última vez tinha sido em 2005, no saudoso festival da Ilha do Ermal, antes de o grupo decidir dar por terminada a sua atividade, em 2013, e anunciar o regresso, em 2017. Porém, à medida que o concerto se foi desenrolando, mais e mais festivaleiros foram tomando os lugares dianteiros, de forma a melhor apreciar o caldo sonoro dos Clawfinger: metal fundido com rap, letras combativas e, acima de tudo, o sentido de humor demonstrado pelo vocalista Zak Tell.

Foi este o grande responsável pela vitória dos Clawfinger neste segundo dia em Vilar de Mouros. Tantas e tantas foram as graçolas que quase se poderia pensar estarmos perante um sketch humorístico, daqueles que se vê uma vez e mais tarde, com a ajuda da memória, relembramos às gargalhadas. Começou desde logo com a escolha do tema para a entrada em palco, uma canção auto-elogiosa, numa toada orquestral a lembrar as bandas-sonoras de filmes de James Bond; foi prosseguindo com o destaque dado à Super Bock, cerveja oficial do EDP Vilar de Mouros; e atingiu o seu auge com as várias trocas de palavras entre Tell e o público. "Vocês estão bem? Houve um tipo que disse que não, esse pode ir à fava...".

Colocando de parte esse espetáculo dentro do espetáculo, há evidentemente que falar da música. 'World Domination', logo a abrir, misturou riffs que faziam lembrar os Sepultura de "Roots" com um rap cuspido em registo acelerado. Seguiu-se-lhe 'Out To Get Me', com uma introdução eletrónica, quase drum n' bass, a desembocar numa linha de guitarra convidativa ao 'headbanging'. Passou por 'Nothing Going On' e por 'Recipe For Hate' («esta é para saltar», salientaram), pelo delicioso final thrash de 'Catch Me' (com Tell a aplaudir a sua própria banda, situado entre o público) e acabou com 'The Price We Pay' e 'Do What I Say', já no encore. 33 anos após a sua formação ("é difícil acreditar nisso, somos tão jovens e bonitos!"), os Clawfinger deram mostras de uma vontade notável de continuar a fazer história. Que o público presente tenha correspondido como dita a lei num concerto do género - com 'mosh', claro está - só os ajudou.