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L'Impératrice no Vodafone Paredes de Coura: l'amour va bien, merci (mas uma dorzinha nunca fez mal a ninguém)

19 agosto 2022 1:57

Luís Guerra

Luís Guerra

Jornalista

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

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L'Impératrice no Vodafone Paredes de Coura 2022
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No primeiro concerto do sexteto francês por cá, foram os últimos a fechar o palco principal de Paredes de Coura à terceira 'jornada'. Exímia no domínio do disco-pop para hedonismo dançante, os L'Imperatrice pecaram apenas - queixa mesmo muito mínima - pela infalibilidade maquinal: faltou alguma vulnerabilidade dos seres humanos num espetáculo atraente que terminou em aclamação

19 agosto 2022 1:57

Luís Guerra

Luís Guerra

Jornalista

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Fecharam o palco principal do terceiro dia de Paredes de Coura com um espetáculo desenhado a régua e esquadro e pensado para um propósito funcional: incitar a dança. Com o disco sound nas veias e uma perícia eletrónica capaz de cruzar ensinamentos das décadas de 70+80 (Chic, Giorgio Moroder) e 90 (o 'french touch' de Cassius, Daft Punk et al), os L'Impératrice são uma máquina de afinação quase perfeita. Assentam a sua música na harmonização de guitarra funky, teclados limpos artilhados com texturas electro de eficácia comprovada (arquitetadas por Charles de Boisseguin, o fundador do grupo), secção rítmica bem lubrificada e uma vocalista (Flore Benguigui) de voz maviosa e presença pouco tímida.

O aparato visual não é deixado ao acaso: apesar de no pano de fundo não se exibir algo mais do que o logótipo da banda, cada elemento veste a mesma cor - vermelha - e traz ao peito um coração luminoso de tamanho generoso. Reina um bê-a-bá do disco sound, tal como transformado pelos anos 80 acetinados, com canções onde a cadência funk é sempre bem sublinhada (obrigado, professor Nile Rodgers) e, aqui e ali, a viagem é espectral. Nunca suja, nunca rugosa, sempre envernizada, sempre pop tout court.

'Matahari', 'Peur des Filles', 'Anomalie Blue' ou 'Agitations Tropicales' preenchem um alinhamento que vagueia entre os dois álbuns editados, "Matahari", de 2018, e 'Tako Tsubo', de 2021, e que termina em aclamação por parte de um público que rapidamente cedeu ao apelo da dança. Poderá ter sido uma estreia em cheio - e não esteve longe disso -, faltando apenas o que, paradoxalmente, estragaria a perfeição da performance da 'máquina': algo humano ('after all', diriam uns certos compatriotas) que mostrasse que estes corações batem mesmo de verdade.