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Bush no Rock in Rio Lisboa: a volta ao recinto de Gavin Rossdale num concerto de 'setlist' estranha

25 junho 2022 18:42

Luís Guerra

Luís Guerra

Jornalista

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

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Bush no Rock in Rio Lisboa 2022
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Foi plena de entrega roqueira a atuação dos Bush no arranque do palco principal do penúltimo dia de Rock in Rio. Um 'pecado' porém: num alinhamento algo inesperado para um festival, faltaram dois dos maiores êxitos do grupo inglês

25 junho 2022 18:42

Luís Guerra

Luís Guerra

Jornalista

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Formados há precisamente 30 anos em Londres, os Bush nunca foram consensuais: demasiado longe de Seattle para serem grunge, demasiado americanos no seu hard rock para se encaixarem na tradição elétrica britânica, que a meio dos anos 90 viam a britpop reinar sem piedade.

Foi, porém, entre o meio e o final da década de 90 que a banda de Gavin Rossdale conseguiu os seus maiores êxitos, situando-se no que se convencionou chamar pós-grunge (a influência dos Nirvana e Soundgarden é assumida), mas nunca deixando órfão o rock alternativo mais bojudo, assentando sempre a sua base num punhado de riffs de guitarra pesados.

Tiremos o elefante da sala, antes de mais: o que os Bush trouxeram ao Rock in Rio Lisboa, três anos depois de um concerto no Porto (no North Music Festival), foi um alinhamento inusitado para um festival, onde a tentação 'crowdpleaser' é maior do que em concertos só para 'convertidos', e num dia em que seria expectável que a banda procurasse cativar fãs de outros quadrantes (supondo que a maior parte das pessoas tenha vindo a pensar mais nos Duran Duran, A-ha e UB-40, que se seguirão na programação do palco Mundo).

Dito de outra forma, não se percebe muito bem por que razão ficaram de fora 'Swallowed', do muito bem sucedido "Razorblade Suitcase" (de 1996), o único disco dos Bush a chegar ao 1º lugar nos EUA, e 'The Chemicals Between Us', de "The Science of Things" (1999), que se tornaria o maior sucesso da banda em termos de performance global. Mais estranho se torna se atentarmos que os dois temas têm feito parte das setlists recentes, mesmo em festivais de verão, onde as limitações horárias levam a alinhamentos mais curtos.

Posto de parte o 'pormenor', apesar de o rock dos Bush pedir, eventualmente, um sol menos radioso, a banda que, da formação original, mantém apenas Rossdale (voz, guitarra), deu um concerto empenhado, começando com uma potente 'The Kingdom' (tema-título do disco mais recente) a aproximar-se do metal e voltando a 1994 para 'Machinehead'. A primeira descida à plateia de Rossdale, visivelmente entusiasmado (como as fotos de Rita Carmo, aqui em cima, bem denotam), dá-se com 'Quicksand', e da curta setlist (apenas 52 minutos) constaram canções como 'Bullet Holes', com acompanhamento visual do videoclip com cenas de "John Wick 3", 'Blood River' ou 'Flowers on a Grave'.

Os fãs puderam ver Rossdale bem perto diversas vezes, não só porque o músico de 56 anos percorreu amiúde o corredor central que divide a plateia, como a dada altura escalou mesmo uma 'colina' do Parque da Bela Vista, juntando-se ao público que assistia ao concerto de uma posição mais cimeira.

Perto do final, sozinho em palco, Rossdale interpretou uma versão de 'Glycerine' - um dos primeiros sucessos dos Bush, de 1994 - em registo de voz e guitarra (elétrica), mas quando se esperava um 'grand finale' com as canções mais 'orelhudas', foi hora de sair de palco. Não foi nada mau, mas faltou qualquer coisa.