Sociedade

Manuel Pinho passou uma noite na esquadra de Moscavide, quer ser libertado por causa disso, o advogado vai recorrer para o Constitucional

30 dezembro 2022 21:34

Micael Pereira

Micael Pereira

Grande repórter

Pinho recebeu do BES quando era ministro

ana baião

Manuel Pinho tenta último recurso para ver se fica livre. Detenção pela PSP deve contar para violação de prazo, diz defesa

30 dezembro 2022 21:34

Micael Pereira

Micael Pereira

Grande repórter

Há uma noite que Manuel Pinho tem dificuldade em esquecer. A 14 de dezembro do ano passado, o ex-ministro da Economia foi detido e levado para a esquadra da PSP em Moscavide, onde acabou por pernoitar numa cela, antes e depois de ser conduzido ao juiz de instrução criminal Carlos Alexandre, na sua qualidade de arguido do caso de corrupção da EDP. No dia seguinte, foi-lhe decretada uma medida de obrigação de permanência na habitação sob vigilância eletrónica, o nome técnico dado à prisão domiciliária com pulseira.

O prazo máximo para essa medida é de seis meses nas circunstâncias em que não há ainda uma acusação, mas foi alargado para um ano devido à complexidade do inquérito-crime de que Pinho é alvo. A acusação contra Pinho, em que lhe são imputados crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, ficou pronta um ano e um dia depois da detenção — e agora a defesa do ex-ministro quer levar esse facto até às últimas consequências.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.