Sociedade

Vandalizar obras de arte é um “tiro no pé” dos ambientalistas: “Há limites para chamar a atenção e, para muita gente, foram excedidos”

25 outubro 2022 22:22

Phoebe Plummer e Anna Holland, ativistas do movimento 'Just Stop Oil', atiraram sopa de tomate aos "Girassóis" de Van Gogh

anadolu agency / getty images

Van Gogh, Monet, Picasso e Da Vinci estão na mira de alguns grupos ambientalistas e vários ativistas têm atacado com sopa de tomate, puré de batata e até tartes algumas das obras mais emblemáticas destes artistas. Será que o extremismo pode borrar a pintura de uma causa nobre? Para a curadora e diretora da Bienal de Cerveira, Helena Mendes Pereira, estes atos “aproximam-se de um crime público, quase terrorista”. Já João Camargo, do coletivo Climáximo, atira: “Não vi vandalismo, só vi espetáculo”. Está o caldo entornado?

25 outubro 2022 22:22

A arte é, por excelência, um agente de transformação e de reflexão, muitas vezes utilizada como arma de protesto e de denúncia. Só que recentemente tornou-se num alvo e está na mira de ativistas radicais, com destaque para a coligação ambientalista Just Stop Oil, caracterizada por promover ações de desobediência civil, com o objetivo de que o governo britânico interrompa a produção e a extração de combustíveis fósseis. No passado dia 14 de outubro, duas jovens, Phoebe Plummer, de 21 anos, e Anna Holland, de 20, com t-shirts do movimento ‘Just Stop Oil’, atiraram sopa de tomate contra os famosos “Girassóis” de Van Gogh, exposto na National Gallery, em Londres.