Sociedade

Área Metropolitana de Lisboa: falta de motoristas de autocarro obriga a recrutar em Cabo Verde

11 setembro 2022 12:49

Raquel Albuquerque

Raquel Albuquerque

textos

Jornalista

Ana Baião

Ana Baião

foto

Fotojornalista

Utentes queixam-se do novo serviço Carris Metropolitana que já arrancou na Margem Sul. Mais estabilidade só em outubro

11 setembro 2022 12:49

Raquel Albuquerque

Raquel Albuquerque

textos

Jornalista

Ana Baião

Ana Baião

foto

Fotojornalista

O plano inicial era ter a Carris Metropolitana a funcionar em toda a região de Lisboa desde julho, ou seja, as várias empresas de transporte ‘desapareciam’ e circulariam apenas autocarros amarelos, todos iguais, com os mesmos passes e bilhetes. Só que a realidade foi bem diferente: o serviço só começou na Margem Sul, com muitas dificuldades, e foi adiado para 2023 em todos os restantes concelhos. A falta de motoristas e as falhas no planeamento das carreiras e dos horários explicam o caos do arranque em Setúbal, Almada, Moita ou Seixal. E a expectativa da empresa que gere a Carris Metropolitana é que só em outubro seja possível ter o serviço a funcionar com maior regularidade na Margem Sul, embora dependa do número de motoristas que as empresas de transporte consigam recrutar, estando já a ir buscá-los a outros países, como Cabo Verde.

“Tenho a expectativa de que o serviço esteja a funcionar bem em outubro, se até lá as operadoras conseguirem recrutar os motoristas e não perderem mão de obra”, afirma ao Expresso Rui Lopo, membro do Conselho de Administração da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), que gere a Carris Metropolitana. A empresa espanhola Alsa Todi, que opera em vários países e é responsável por uma parte da rede na Margem Sul, “vai trazer cerca de 60 motoristas de Cabo Verde”, já com carta e experiência, que permitirão melhorar o serviço nos próximos meses, de acordo com a TML.